14.12.15

2015 - Balanço

2015 foi um ano sem dúvidas muito especial.
Entre altos e baixos, a única certeza que tenho é de que não foi sempre fácil.

Foi o ano em que eu mais cortei o cabelo.
Perdi a conta de quantas vezes passei a tesoura na cabeleira e junto com isso aprendi uma bela lição que eu lutava pra aprender por muito tempo: o desapego.

Desapego emocional, de paradigmas, de bens materiais...
Um ano de uma necessária reciclagem de quem eu era e do que eu tinha.
E foi muito importante deixar algumas coisas e pessoas irem, para que outras pudessem surgir...

Achei que explanaria por muito mais tempo sobre tudo isso, mas agora vejo que posso eleger a palavra de 2015 como sendo RECICLAGEM e dar uma bela resumida a partir daí.
Até mesmo porque nem tudo precisou ser necessariamente perdido.
Muita coisa pode ser reaproveitada, reutilizada, reinventada, assumindo uma nova forma e uma nova posição na minha vida, sem que eu precisasse abrir mão delas.

Acho que adquiri uma maturidade pra lidar com algumas situações e sentimentos que me proporcionaram um pouco mais de cautela também.

Redução drástica nos níveis de ansiedade - uma tendência que já vinha de alguns anos passados - fizeram com que eu ficasse muito menos frustrada e recebesse muito mais surpresas.
Assim foi mais fácil lidar com alguns momentos críticos.

A passagem de tempo merece destaque.
Respirar e sentir que certas coisas fogem do nosso controle e que para que aconteçam basta... es-pe-rar.

Aquele show que você quer ir, mas só vai acontecer daqui a 3 meses.
Aquela pessoa que você marcou várias vezes de encontrar, mas ainda não deu certo.
Aquela ferida que parece tão diariamente presente.
Aquela dor que muitas vezes insiste em permanecer.

Basta esperar.

É impossível e ninguém, repito, ninguém vai evitar que o sol nasça e se ponha no dia seguinte.
E no outro. E no outro.
E isso, magicamente, faz o tempo passar!

O show vai chegar. Oportunidades vão surgir. Nada vai dar errado pra sempre. Uma hora os fatores todos vão ser positivos e as coisas vão acontecer. A ferida diminui até sarar, e cicatrizes permanecem, mas não doem.
Não deixa de ser uma imensa lição sobre PACIÊNCIA.
E a cada dia mais eu entendo porque ela recebe o nobre título de virtude.

Mas o ano não podia ir embora sem deixar de me ensinar grandes lições que demandam profunda reflexão...

Ainda tenho um pouco de muita dificuldade em lidar com falta de reciprocidade por parte das pessoas, e esse fim de ano particularmente me trouxe sensações novas e realmente difíceis: a amizade não correspondida.

E eu que pensava que isso nem existia!
Mas eis que no auge dos meus 24 anos de vida, estou enfrentando esse novo desafio.

Amizade parece ser algo muito mais facilmente recíproca do que o amor.
A equação é simples: 2 pessoas se conhecem, compartilham gostos musicais, filosofia de vida, questões pessoais, dúvidas, conselhos, alegrias. E nem demanda uma convivência diária! Parece perfeito e tem tudo pra dar certo, não?

Mas daí simplesmente não rola. Como assim?

Uma se apega mais que a outra.
Você sente uma atração pelo estilo de vida daquela pessoa, por toda a bagagem de vida dela, o humor dela te faz bem, você sente saudade das piadas que ela conta, você tem vontade de perguntar sobre aquele sentimento ruim que a estava afligindo nos últimos dias, quando você está desestimulado ela surge cheia de energia e te contagia... Mas tudo soa estranhamente unilateral.

Esta pessoa parece ter o controle da situação de um modo que quando está disposta, a amizade acontece. E quando ela não quer: simplesmente te despreza.

Ela aparece com certa frequência te oferecendo tudo isso, mas quando você se empolga e corre pra abraçar tudo com afinco, parece inalcançável.
Ou a pessoa não se interessa muito pela sua bagagem de vida.
Ou não sente muita falta do seu humor, das suas piadas.
Não faz questão de ouvir sobre o momento excelente que você teve no fim de semana.
Não te questiona sobre aquele problema que você citou discretamente sem que ela perguntasse, na esperança de que isto virasse um assunto mais profundo entre vocês...
E a sensação que fica é essa mesmo: de que você é um idiota.

E uma sensação pior ainda toma conta: a de porque diabos você tinha que ter tomado ciência da existência daquela pessoa?
Você estava feliz vivendo sua vida com os amigos que já tem, até que aquela pessoa encantadora surge em seu caminho, te dá uma dose dela mesma; você degusta, adora, mas depois ela vira as costas como se você fosse totalmente desnecessária na vida dela.
Faz você questionar seu valor.
Será que eu não sou legal o suficiente pra ela?
Será que em algum momento ela vai precisar voltar atrás e se apoiar em mim de novo? Vai lembrar que estou aqui quando precisar de um ombro, um conselho, uma injeção de ânimo?
NÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Sentimento errado.


É, Thaís.
Acho que você estava certa no começo.
Não deve existir amizade não correspondida.
Será que isso virou paixão e eu não vi?

Será um dos primeiros dilemas que vou levar comigo para 2016?

17.10.15

Um é um monte

Mariazinha era dessas: tomava 1, 2, 3 cervejas.
Se estava num dia bom, era capaz de ficar tão feliz, se balançando na rede, ouvindo axés antigos, de 15 ou 20 anos atrás.
- Dessa ninguém lembra!
Seu pai ocupado, de um lado pro outro, sua mãe sentada por perto, ocupada.
"Continue ouvindo. Estou ocupada, mas to gostando de ouvir você ouvindo!"
E Mariazinha se chacoalhando na rede de um lado pro outro, entre um gole e outro.
Sozinha, mas totalmente plena.
E um por um vão-se embora.
Mariazinha então decide apagar as luzes e deitar na rede pra admirar as estrelas...
Mariazinha é dessas: começa uma noite bebendo, ouvindo axé e se chacoalhando na rede.
Termina deitada, ouvindo blues, olhando as estrelas, enquanto a sobriedade vem devagarinho...
E em nenhum momento se sentiu sozinha.
E era adequado - e não irônico - que terminasse a noite ouvindo "A banda de um homem só".

1.7.15

Sobre sentir saudade...

Saudade... Saudade... Saudade...

Saudade de tirar fotos, saudade do silêncio, saudade da viagem.
Saudade da galera. Saudade de ser do bando. De ter um.
Saudade dos programas. Saudade de mostrar a língua.
Saudade de virar concreto. Saudade daquela roupa.
Saudade daquela menina. Saudade daquele chão.
Saudade daquela disposição. Saudade do cabelo.
Saudade da Inés. Saudade da Pâmela.
Saudade de formar. Saudade do Orkut.
Saudade do MSN. Saudade do Fórum lonjão.
Saudade dos colares.
Saudade da sensualidade. Saudade da criatividade.
Saudade da novidade.
Saudade da novidade!
Saudade do meu Motorola "Rockr".
Saudade do sangue.

25.6.15

Mesmo que a façam chorar.

As pessoas altamente sensíveis já receberam muitos rótulos no passado – foram descritas como frágeis, excessivamente emotivas ou intensas. Mas a pessoa altamente sensível é muito mais que lágrimas e sentimentos em abundância.
As pessoas de personalidade empática são biologicamente condicionadas a ter o comportamento que têm. Por isso sua abordagem ao ambiente físico em volta é totalmente diferente, e isso não é necessariamente algo negativo.
Veja a seguir algumas maneiras em que as pessoas altamente sensíveis interagem com o mundo em volta diferentemente de suas contrapartes mais “casca grossa”.

O ambiente que a cerca pode facilmente ser estímulo excessivo para uma pessoa altamente sensível.
Barulho alto, muita gente em volta, decisões importantes a tomar – tudo isso é difícil de ser suportado por uma PAS, especialmente se ela tem pouco tempo de calma e solidão para se recuperar. Isso é porque a resposta emocional da PAS é muito ativa, diz Elaine Aron, autora de Use a Sensibilidade a Seu Favor – Pessoas Altamente Sensíveis e uma das primeiras pesquisadoras científicas a debruçar-se sobre esse traço de personalidade.
“Isso acontece porque a PAS processa tudo em volta com muita profundidade”, disse Aron ao Huffington Post. As PASs processam o ambiente que as cerca e os acontecimentos da vida com base em suas emoções. Assim, quanto mais intensas e avassaladoras as circunstâncias, mais profundamente elas sentem.


A PAS capta as sutilezas presentes no ambiente onde estão.
Você mudou as coisas de lugar em sua sala? Sua mulher disse algo que o magoou no jantar? As pessoas sensíveis captam muitas nuances sutis, diz Aron, quer sejam coisas concretas ou estados de ânimo emocionais. “Há uma intuição em relação ao que as cerca, em relação a coisas das quais outras pessoas geralmente não têm consciência”, ela explicou.
Essa intuição também as guia em seus próprios relacionamentos. As PASs captam atitudes diferentes que podem passar despercebidas de outras pessoas. Se você mudar o tom de voz ou mandar uma mensagem de texto em tom mais curto e grosso que o normal (por exemplo, usando pontos finais em vez de pontos de exclamação), é provável que a pessoa altamente sensível perceba.


As PASs são mais emocionais em seus relacionamentos.
As pessoas altamente sensíveis querem e precisam de relacionamentos profundos. As pesquisas de Aron mostraram que as pessoas sensíveis tendem a ficar mais entediadas no casamento, principalmente porque, com o tempo, a interação profunda entre o casal pode ir se rendendo à rotina. Mas isso não é necessariamente negativo. Aron diz que a falta de interações significativas não quer necessariamente dizer que uma PAS vai abandonar o barco – vai apenas motivá-la a buscar conversas mais estimulantes.
Para uma pessoa altamente sensível, a chave para um relacionamento bem-sucedido está em transmitir ao outro o que ela deseja do relacionamento e encontrar um parceiro que entenda que suas emoções fazem parte de sua natureza. “As pessoas sensíveis não podem deixar de expressar o que sentem”, diz Aron. “Elas mostram sua raiva, mostram sua felicidade. É fundamental que seu parceiro aprecie isso.”

Às vezes a pessoa altamente sensível prefere voar solo.
As PASs funcionam melhor em ambientes mais calmos, especialmente no local de trabalho, diz Aron. “Os escritórios de plano aberto muitas vezes não são ambientes produtivos para elas”, explica a psicóloga. Essa preferência por operar a sós pode aplicar-se também às atividades de lazer, fora do escritório. Ted Zeff, pesquisador e autor de vários livros sobre as características da personalidade altamente sensível, disse anteriormente ao HuffPost que as PASs muitas vezes também evitam os esportes ou atividades físicas em grupo, porque têm a impressão de que cada gesto seu está sendo observado.


As PASs podem ser mais sensíveis a cafeína e álcool.
Esse não é o caso sempre, com certeza, mas Aron diz que os autotestes que ela aplicou em sua pesquisa indicam que, na média, as PASs podem ter mais sensibilidade a estimulantes, como cafeína, e substâncias como o álcool. E a fome também as incomoda mais.

Conflitos ou desavenças as deixam ansiosas.
As PASs têm dificuldade em lidar com conflitos e desentendimentos, diz Aron.
Elas têm duas abordagens diante dessas situações, e uma está em guerra com a outra. “As pessoas sensíveis se sentem divididas entre defender o que consideram justo ou se abster de intervir, porque não querem provocar uma reação violenta de outras pessoas”, disse Aron. “Elas são muito sensíveis aos ambientes em que são julgadas por sua sensibilidade ou por qualquer outra coisa.”
Por outro lado, as pessoas altamente sensíveis possuem o dom de lidar de modo racional com os desentendimentos. Graças a seus altos níveis de empatia, elas conseguem colocar-se na posição da outra pessoa e enxergar seu lado da discussão, explicou Aron.


Em última análise, o que a pessoa sensível precisa fazer é abraçar essa característica de sua personalidade e não combatê-la. “As pessoas altamente sensíveis dão ótimas líderes, amigas e parceiras”, diz Aron. Em outras palavras: continue a ter esses sentimentos, PAS, mesmo que a façam chorar.



Fonte: http://www.brasilpost.com.br/2015/06/22/pessoas-sensiveis_n_7639340.html

22.6.15

Merda

Mariazinha experimentara vários tipos de ódio ao mesmo tempo.
Mariazinha instantaneamente ferveu mais que o chá que acabara de servir nas canecas.
Imaginou o som que faria quando uma delas se explodisse na parede, imaginou a figura abstrata do chá se expandindo para todas as direções, e depois para o chão.
Segurou-se em si como se no mais firme apoio, respirou fundo.
Lembrou-se das sensações ruins que vêm depois.
Lembrou-se da bagunça que fica pra limpar, lembrou-se das cicatrizes ainda recentes.
Mas ainda era sangue que corria em suas veias.
Sangue latente, quente, urgente.
Mariazinha gritou pra um, gritou pra dois, gritou pra três.
Ninguém ouviu.
Mariazinha olhava desesperançosa pros "vistos" cinzas. Eles não ficariam azuis, e ela não podia fazer nada pra mudar isso.
Foi quando seu rosto se molhou em lágrimas.
Mariazinha sente forte essa dor que é não poder contar com ninguém. Mas só chora mesmo pela revolta de ter tido alguém pela metade.
O sangue envenenado faz Mariazinha fazer merda.
E de repente um "visto" cinza vira dois, e depois ficam azuis.

Mas a merda já tinha sido feita...

11.6.15

Ah, Chico, pelo amor, né...

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Se ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Meus seios inda estão nas tuas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estou me fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir

9.6.15

Segunda-feira à noite

Mariazinha mal conseguia acreditar no que não tinha visto - mas lido.
Anos de uma convicção pura jogados fora em uma frase.
As palavras viajavam em sua mente, colidindo em sua cabeça, causando uma enxaqueca enorme.
"Albatroz... beira do palco... sertanejo... sexta-feira"
A revolta que ela sentiu era um sentimento novo.
Mariazinha brigou com as amigas, com os pais, bateu porta.
Chorou, se isolou. Não conseguia raciocinar.
Levou mais de um dia pra Mariazinha perceber que o que tinha acontecido na noite passada era o mais puro sentimento de ter sido traída.
"Ele não parecia estar com saudade de vc..."
"Ele não parecia estar com saudade de vc..."
"Ele não parecia estar com saudade de vc..."
"Ele não parecia estar com saudade de vc..."

Qual o sopro de vida que foram capazes de oferecer a ele e que ela não foi?

Não importa.
As frases que antes soaram como navalhas entrando e saindo de sua pele, agora eram interpretadas de outra forma: sutura. Sem anestesia.

Doía, mas curava.

7.6.15

Cremes

Mariazinha era tão peculiar que nem ela entendia seu jeito de se entregar.
Quando estava amando se entregava de tal jeito que chegava a se anular!
Mariazinha era vaidosa, mas não tirava um tempo pra si nem antes de dormir.
Mariazinha sonhava em tirar um dia ou algumas horas da semana ou alguns minutos do dia para se lambuzar em cremes que a fariam se sentir mimada, cuidada.
Mas ficava indevidamente dividida entre proporcionar esse prazer a si mesma e dedicar atenção ao seu parceiro.
Mariazinha sentia que se fosse pra cama com mãos, rosto e lábios lambuzados e cheirando a produto, seu parceiro se incomodaria...
Sentia que os 5min a mais que demoraria por esse motivo seria egoísmo dela.
Mariazinha era tão ingênua nesse sentido que dá vontade até de bater nela por isso.
Mas não dá pra culpar exclusivamente a menina. Na medida que o parceiro dela não reforçava positivamente essas atitudes, Mariazinha se convencia da desnecessidade delas.

Hoje Mariazinha está sozinha.
Ao se preparar pra dormir, leva o tempo que for preciso.
Nem que isso signifique quase hora na cama vendo vídeo no YouTube, passando fio dental, creme para as mãos, para a área dos olhos, para o rosto, hidratante labial...
Mariazinha dorme sozinha. Lambuzada e cheirando a produto.
Ninguém se incomoda...

Faltou egoísmo, Mariazinha...
Agora te sobra solidão.

6.6.15

Dia dos namorados

O que mudou do ano passado pra cá?

Esse ano não tem Copa do Mundo.

24.5.15

Mariazinha procura um amor...

Alguém que não se importe se ela tirar uma tarde pra ela e as amigas em casa.
Que não fuja pra longe nessa hora, ou se sinta na obrigação de ter que arrumar um programa também.
Que, pelo contrário, pense em ficar por perto caso ela precise de algo.
Que não se importe em ouvir "Amor, faz pipoca pra gente?".
E que, de surpresa, junto com a pipoca leve também uma panela de brigadeiro de colher e entre no quarto dizendo "Gente, cuidado que ta quente".
E que ache no mínimo engraçado e extremamente previsível ouvir todas aquelas vozes femininas dizendo em coro "Aaaaaah, que delicia! Que fofo seu namorado, Mariazinha! Brigada, Fulano!"
E que saiba que quando sair do quarto, se fizer um esforço, vai poder ouvir as amigas dela falando pra ela "Nossa, que sortuda você! Meu namorado nunca faria isso!".
E que, mais tarde, quando as meninas fossem embora, abrisse uma garrafa estratégica de vinho "Agora você tem um tempinho pra mim?" pra depois ficar admirando os olhos de Mariazinha, onde daria pra ler as frases "Eu tenho o melhor homem do mundo. Estou completa".
E depois então ser devidamente recompensado, e com razão, pelas suas atitudes de melhor namorado do mundo.

Mariazinha sabe quais são as chances de viver um amor assim.
Mas não desiste de sonhar...
Mariazinha é muito, muito romântica...

Calabresa acebolada com pimenta biquinho

Mariazinha está sozinha, mas quase nunca em paz.
Constantemente, Mariazinha se pega pensando no que poderia estar fazendo se ainda estivesse com ele.
Mariazinha exigiria mais noites de cinema a dois.
Exigiria mais barzinhos e churrascos com os casais de amigos dela.
Mariazinha ofereceria mais tardes com os amigos dele do futebol.
Mariazinha pensa na cerveja gelada que estaria na geladeira, nas porções de tira-gosto que ela prepararia com o maior prazer e até nos jantares que ela cozinharia pra ele e os amigos dele.
Mariazinha acha importante que os amigos sejam mantidos por perto, apesar do cinema a dois.

Mariazinha tem medo.
E se os amigos de um próximo amor não forem legais com ela?
Mariazinha pensa demais, demais...

20.5.15

Mariazinha

Mariazinha era uma menina peculiar.
Mariazinha tomava chá verde com açúcar.
Mariazinha às vezes era má compreendida, mas só tinha boa vontade.
Mariazinha ganhava presentes e tinha dó de consumi-los.
Mariazinha sonhava com um mundo onde tudo durava pra sempre.
Mariazinha conheceu um moço. Esse moço morava muito longe.
Ele sempre desejava que Mariazinha estivesse disponível pra ele. E ela desejava o mesmo de volta.
Mariazinha ficava quando ele pedia. Ele não.
Aos poucos, Mariazinha entendeu que podia dizer "Não" até pra quem se gosta.
A vida seguiu e Mariazinha conheceu outro moço.
Esse moço era músico!
Mariazinha ia em todos os shows do moço.
Mariazinha dormia na mesa, mas não ia embora.
Mariazinha não curtia só a parte boa.
Mariazinha ajudava a carregar o som, a montar o som, a medir o som.
No fim da noite, Mariazinha, ajudava a desmontar o som, curtia com o moço, carregava o som.
Mariazinha foi embora pra casa a pé várias vezes, com frio, cansada, carregando peso.
Mas sempre  do lado do moço.
Mariazinha, na maioria das vezes, ficava sozinha na mesa vendo o moço.
As pessoas tinham dó dela.
Mas ela não via problemas, porque sentia prazer de estar com aquele moço.
Mariazinha estava sempre lá. O moço nem sempre.
Mariazinha às vezes pedia música de fora do repertório, mas o moço não tocava.
Depois de fazer terapia, Mariazinha entendeu que ninguém tem o direito de fazê-la se sentir não digna de merecer algo.
E então Mariazinha sentiu que não podia mais se permitir sentir-se não-recompensada.

Tem gente que faz análise superficial da Mariazinha.
Não a conhece, não sabe o que ela tem a oferecer e, principalmente, não sabe do que ela precisa pra se reinventar e seguir.
Tem gente que diz que Mariazinha não pode dar algo esperando outro algo em troca.
Mariazinha às vezes era má compreendida.
Mas só tinha boa vontade.

13.5.15

Um namorado?

Um namorado pra ir pro boteco;
Um namorado pra ouvir música junto;
Um namorado pra comer fondue;
Um namorado pra falar de futebol;

Um namorado pra criticar seus amigos;
Um namorado pra recusar seus programas;
Um namorado pra não te buscar no trabalho;

É... Toda moeda tem dois lados...

2.5.15

Síndrome de Penny

Porque sempre que eu saio com casal de amigos, acho o papo dos caras bem mais legal que o das meninas?

1.5.15

Armazém de ideias

Chega o primeiro casal.
Animados, leves!
Cumprimentam um a um, individualmente, com um beijo, um abraço e um sorriso acolhedor.
Sentam-se à mesa e o papo tem início com piadas baratas e batidas de mesa de bar.
"Chegaram depois pra não precisar pegar fila, né? haha"
Logo em seguida, tem início uma conversa entre duas amigas.

No meio da conversa, sem cerimônia, o cara agarra a namorada com um abraço de urso e a puxa de forma bastante carinhosa pro seu peito. O abraço dura por longas frases, e é seguido de vários beijos apaixonados no cabelo da moça, enquanto ela mantém o papo com a amiga como se nada tivesse acontecendo.
Quase no fim do assunto, ele a solta e ela retorna pra sua posição ereta.
Apesar da falta de manifestação dela, dá pra ver que sentada bem à minha frente existe uma namorada segura, acolhida, feliz.
E os olhos do namorado não escapam dos delas, satisfeito, entregue.

Não demora e o segundo casal também chega.
A leveza é tamanha quanto a do primeiro casal.
Igualmente cumprimentam a todos, um a um, beijos e abraços.
Sentam-se, inteiram-se de tudo, comentam do clima.
Um pouco mais contidos, mas claramente felizes em estar ali.

O namorado, pra contradizer minha teoria de que homem carinhoso é raro e que eu devia me conformar com isso, abraça a namorada por diversas vezes durante a noite, beija seu rosto, a olha como se fosse o seu bem mais precioso atualmente, olhar que ela retribui com sorrisos de "Obrigada! Obrigada pelo carinho, pela companhia, por ser meu porto seguro, por ser meu.".

E a noite continua com alguns dogmas meus sendo desconstruídos.
O que será que eu deixei de inspirar para não ser mais abraçada, mais beijada, mais contemplada, mais apaixonante?

Teve Halloween no 201!


Olhar essa foto me traz tanta alegria!
Ela me lembra de tudo o que podia dar errado.
E me lembra que realmente deu tudo errado mesmo!

Mas o mais importante, ela me lembra que às vezes vale  a pena ser cabeça dura!
Eu bati o pé, insisti na ideia e no fim deu tudo certo!

Faltou comida, sobrou bebida!
Faltou espaço, sobrou amor!

Êta, halloween "horrível"!

De toda a sujeira que ficou no apêzinho, tem uma que impregnou em mim e que eu não consegui limpar até hoje: essa saudade!



27.4.15

Entre Buffalos, Dylans e blues menores.

Acho que enquanto eu continuar acreditando que minha vida será como nos filmes, eu não vou ser feliz.

Andar pelas ruas com White Buffalo de trilha sonora particular, achando que no meio do caminho vou ser surpreendida pelo amor da minha vida.

Ou fazer um drama, sofrer, adoecer e pensar que numa sexta à noite minhas amigas vão abrir mão da vida delas pra me fazer uma visita regada a abraços, doces e cobertores e no fim tudo vai ficar bem, com muitas risadas e um abraço coletivo.

Posso pensar que é mais fácil pros outros.
Os outros com seus namorados, seus filhos, seus estudos, seus esportes, suas músicas, suas vidas ocupadas, preenchidas, completas.
Enquanto eu... eu não tenho ninguém.

Eu só tenho meus pais, meu irmão, meus gatos, eu mesma.

Mas eu tenho meus pais, meu irmão, meus gatos, eu mesma!

3.4.15

Como eu me sinto quando...

... estou sentada no quintal, pensando 1 tonelada de coisas ruins, com potencial pra virar mais um post idiota, e seu gato aparece te fazendo carinho, rolando e se jogando no seu pé:
"Ei! E eu? To aqui do seu lado! Não fique pensando só nas coisas ruins! Vamos! Olha que dia lindo!"

Valeu, Timãozinho...

23.3.15

Fernando...

"(...)

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza."


19.3.15

Solução

Se você não tem coragem de fazer uma tatuagem, escolha um local, tatue uma camisa e vista!


3.3.15

Quem sou? Onde estou?

Não se pode transformar um Lucas em um Lauro descolado.
Nem se pode transformar uma Stephannie em uma Raíssa auto confiante.
Mas eu não me surpreenderia de acompanhar essas mudanças de paradigma!
A diferença é como as coisas evoluem...
Tudo ao seu tempo, de forma natural...

Muitas vezes desejamos ser diferentes. Evoluir, mudar, ser outra pessoa!
Mas a cada dia mais vejo que querer só não é poder.
Não basta ser sincero e desejar profundo.
Algumas mudanças na vida só vem com o tempo...

(...)

"Eu já tive um caso - felizmente breve - com uma moça que parecia precisar de mil coisas além de mim para achar que um programa era bom o suficiente para motivá-la a tirar um vestido limpo do armário. E, talvez, o culpado tenha sido eu e meu papo enfadonho, vai saber."

(...)

Poxa vida. É uma merda esta sensação de que os programas sem você parecem ser sempre mais legais do que os que você compareceu. E que as pessoas parecem mais motivadas, mais bonitas, mais felizes. Essa sensação horrível de não se encaixar em lugar nenhum. Essa sensação de estar excluída da verdadeira vivência. Sentir-se aprisionada na rotina, no ambiente de trabalho. E ao mesmo tempo não sentir identidade nenhuma com tudo isso que te rodeia. Parece que eu não pertenço a essa época, a esse lugar, e a alegria alheia vem sempre ser esfregada na minha cara.
Lembrar que um dia eu pertenci a algo, mas isso parece distante e até utópico.

(...)

"Taylor Swift disse recentemente ao The Telegraph que ela prevê que, quando estiver com 30 anos, ela ainda vai estar solteira e com seus gatos ao seu lado. 'Vamos ser honestos, ninguém vai topar namorar comigo por causa do pacote que vem com isso'. "Guardadas as devidas proporções, é nóis Taylor!

19.2.15

Enfim, fim.

Final de Fevereiro/2015 e você finalmente se despede daquele e-mail com o título "Pendência de pagamento - Agosto/2014".
É ser muito gente grande mesmo.
Oh, mundo capitalista do inferno.
Ficar na mão dos elos fortes.

15.1.15

O lanche perfeito

Thaís - Bauru é o lanche perfeito! Pensa: é saudável porque é assado! E a única gordura que você põe é margarina se não estiver fazendo num "tostex" ou sanduicheira antiaderente! E mesmo assim, é uma camada fininha, só pra não grudar e dar uma douradinha! E a logística da coisa... Você monta o sanduíche e, enquanto põe pra fazer na sanduicheira ou no fogão, já vai guardando os ingredientes, tal! E depois pra comer, não precisa de prato, garfo, faca... Só pegar um guardanapo e pronto! Não vai ter nem louça pra lavar! Só limpar a sanduicheira, ou lavar o tostex! No máximo a faca que usou pra passar margarina e SE tiver usado margarina! Perfeito!

Fábio - E é gostoso!


Thaís - E é gostoso!!!


Isso me traz tantas lembranças boas...
A rotina domingueira... Chegando em casa, lar doce lar, dormindo em paz.
Na segunda-feira aula, estágio e depois supermercado:
- 5 fatias de presunto
- 5 fatias de queijo
- 1 cabeça de alface
- 2 ou 3 tomates
- 1 ou 2 cenouras
- pão de forma integral
- 1 caixa de leite
- 1 mamão formosa
- 5 laranjas ou mexericas
- 5 maçãs

Café da manhã e janta garantidos para o resto da semana!
Aquele lanchinho noturno e saudável quando eu era muito inspirada pra cuidar de mim: pão integral, presunto, queijo, tomate, alface e cenoura!
Era natural fazer tudo por mim...

Depois o desleixo e a gula foi tomando um pouco conta e com quase os mesmos ingredientes, o personagem mudou: sai o alface e a cenoura e entra em cena o BAURU!
Quantos baurus... Deliciosos... Os lanches e as lembranças...

E o número só aumenta!


Ma oe!

11.1.15

Doi um pouco...

Sem sexismo.
Todo mundo, seja homem ou mulher, precisa - ou gostaria de ter - alguém ao lado para contar.
Mick Jagger sabe disso, Paul McCartney sabe disso, Pink Floyd sabe disso.
Alguém que te mostre um atalho na sua rotina, que te ofereça colo sem fazer perguntas...

"Come to me
I'll take care of you
Protect you
Calm, calm down...
"

Alguém que traga um brilho a mais nos seus compromissos, e um motivo irresistível pra sorrir!
Uma pessoa que te apresente um mundo novo, novas opções, aventura, desafios!
Uma companhia.
Todo mundo precisa de uma pessoa que abrace todas as suas lutas, de forma natural!
Uma pessoa que faça você se sentir seguro(a), confiante...

Ou talvez algumas pessoas não precisem de nada disso pra continuar a vida como se nada tivesse acontecido...

7.1.15

Uma certeza:

"No sweeping exits or offstage lines
Can make me feel bitter or treat you unkind..."

4.1.15

Tênue


Quando foi que deixei de andar com meus próprios pés?

1.1.15

Pensa num cara que manja...

"Não deixe as pessoas serem
seu alicerce.
nem as garotas jovens
nem as garotas velhas
nem os homens jovens
nem os homens velhos
nem aqueles no meio-termo
nenhum deles,
não deixe as pessoas serem
seu alicerce.

Ao invés disso
construa na areia
construa no lixão
construa na fossa
construa nos túmulos
construa na água,
mas não construa nas
pessoas.

Elas são uma aposta ruim,
a pior aposta que você pode fazer.

Construa em outro lugar,
qualquer outro,
qualquer
mas não nas pessoas,
massas
sem cabeça, sem coração
emporcalhando os
séculos,
os dias,
as noites,
as cidades, os municípios,
as nações,
a Terra,
a estratosfera,
emporcalhando a
luz,
emporcalhando todas
as chances,
aqui,
emporcalhando completamente
tudo
agora
e amanhã.

Qualquer coisa
comparada às pessoas,
é um alicerce melhor a se procurar.

Qualquer coisa."

(Charles Bukowski)



E, claro: faça o que o Charles fala, não o que eu faço!