28.11.11

2011

Mais um ano que vou deletar da minha mente.

26.11.11

Sintoma (3)

Estou tão saturada de internet, celular, telefone...
Pois ultimamente é só o que me resta.

Ao ponto de sentir falta das pessoas de verdade.
Suas presenças, o som que elas fazem, o modo como se movem, os olhos, a voz, a cor.

Quero um pouco disso, da convivência, de sentir que é real, que não são coisas da minha cabeça, nenhuma interpretação errônea. Elas poderiam me mostrar a realidade.
É isso ou nada.

Por isso tenho estado tão sozinha...

Falta criatividade pra reinventar todo aquele mundinho que antes me recheava.

21.11.11

Sintoma (2)

Me incomodar tanto assim vai me deixar doente.


Eu me incomodo, e muito, com quem me faz perder o ritmo. Seja andando devagar na minha frente, seja desanimando pra uma festa, seja me acordando num susto!
Eu me incomodo com quem assume uma responsabilidade e não se dedica a ela, me incomodo com pessoas sem compromisso.
Me incomodo com aqueles que te cobram algo que eles mesmos deviam fazer!
Me incomodo absurdos com quem brinca com filhotes enjaulados pra venda e depois somem, deixando o bichinho ali, solitário!
Eu me incomodo com quem me olha demais num dia que não estou me sentindo bonita. E com quem me olha de menos no dia em que eu estou.
Me incomodo com pessoas que andam em bando na rua e te fazem passar bem no meio delas.
Me incomodo com gente insistente, que nunca chega em lugar algum e não mudam de estratégia pra isso! Continuam assim, batendo na mesma tecla, me incomodando...
Me incomodo, pasmem, com quem pega onibus e desce num lugar para onde poderia ter ido a pé!
E falando em ônibus, como me incomodam aqueles que dão sinal de parada no ponto final. Ora, é o ponto final! O onibus vai parar!
Mas poucas coisas me incomodam mais do que gente que pensa que você quer saber da vida delas. Seja ouvindo música sem fone, seja falando alto ao telefone, seja gritando umas com as outras na rua.
Eu me incomodo com pessoas espaçosas. Tem gente que acha que a calçada é o sofá de casa, e se esparrama ali a conversar enquanto você está com pressa, precisando passar, e nem se incomodam com você. Continum ali, no meio do caminho, tricotando...
Me incomodo demais com quem deixa bagagem no assento do ônibus enquanto tem gente em pé.
Me incomodo com quem se preocupa demais com o cabelo.
Me incomodo HORRORES com quem compra apenas um produto e embala na sacola plástica. Leve na mão, poxa vida! Você nasceu com braços pra isso! Ou acha que isso é só um par de pesos pendurado nos seus ombros?
E me incomodo igualmente com quem, sem necessidade, envolve uma sacola plástica com outra por cima. "Só pra reforçar".
Pior é quando você recusa e insistem.
- Não precisa, to de carro.
- Ah, mas põe!
... grrrrr
Me incomo de não saber quando terminar esse texto.
Por isso vou dizer só mais uma coisa:
Uma das coisas que mais me incomoda é o fato de eu me incomodar demais. Daí, já viu né...

18.11.11

Só que eu me importo...

O que me importa
Seu carinho agora
Se é muito tarde
Para amar você...

O que me importa
Se você me adora
Se já não há razão
Prá lhe querer...

O que me importa
Ver você sofrer assim
Se quando eu lhe quis
Você nem mesmo soube dar
Amor!...

O que me importa
Ver você chorando
Se tantas vezes
Eu chorei também...

O que me importa
Sua voz chamando
Se prá você jamais
Eu fui alguém...

O que me importa
Essa tristeza em seu olhar
Se o meu olhar tem mais
Tristezas prá chorar
Que o seu!...

O que me importa
Ver você tão triste
Se triste fui
E você nem ligou...

O que me importa
Seu carinho agora?

15.11.11

Gardênia

Furto nosso de cada dia nos dai hoje...


- Pouso Alegre, 14h. Tem a 27?
- R$11,90.
- R$11,85, né?
- É R$11,87 a passagem.
- Então, mais justo vocês perderem 2 centavos do que eu perder 3!
- Vai fazer questão dos 2 centavos?
- É que eu compro passagem toda semana, né? E a Gardênia é mais rica que eu...
- Mas eu não.
- Não vai sair do seu bolso!

Chuva

Estou começando a cultivar um ódio por essa cidadezinha parecida com o que sinto por aquela outra.

(...)

Não dá pra comer e chorar ao mesmo tempo.
Então você escolhe comer, porque está atrasada e chorar não vai te levar a lugar nenhum.

Ninguém gosta de chorar na frente dos outros porque a pessoa que vê nunca faz nada pra ajudar.
No máximo te faz rever todos os motivos que te levam a chorar, pedindo explicações, pra no fim lamentar pelas suas lágrimas e arrumar o que fazer.

(...)

Odeio quando meu pai me abraça na rodoviária e diz:
"Percebi que você tá meio tristinha, filhota, não gosto de te ver assim."
"Por isso to indo embora." - penso.

(...)

É sempre você por você mesmo.
Enquanto você tá no jogo, você tem sorte.
Mas se cair na besteira de sair por uma rodada, que seja, é praticamente impossível voltar.
As pessoas aprendem a viver sem você muito fácil.
Te substituem muito rápido.
E você acaba assistindo o jogo do lado de fora.

(...)

Meu estoque de carinho se esgotou.
Agora só o que tenho pra oferecer é amargura mesmo.

(...)

Ele sempre vai embora de Itajubá grato.
E eu, decepcionada.

(...)

Saudade estranha da sala de observação, de tomar soro, da cama dura de lençois verdes limpos...
A sensação boa de que estar ali justifica tudo.
O tempo perdido, os compromissos inadiáveis, o fato de você ter sumido por um tempo, as atitudes estúpidas que tomou.
As pessoas que aparecem de tempos em tempos com um sorriso no rosto pra te dar um "alô", perguntar se você está bem, mas sem te incomodar demais.
E, por fim, o fato incontestável de que alguém reconhece que você precisa de ajuda.
E toma uma atitude por você!

(...)

Boa parte dos problemas da vida se resolveriam se a gente gostasse de quem gosta da gente.
Ou se as distâncias pudessem ser facilmente diminuídas.

(...)

Talvez se eu passasse a deixar o quarto uma bagunça quando fosse embora da casa dos meus pais, eles lembrariam que eu estive por lá.
Talvez se eu começasse a fazer tudo errado e a precisar de ajuda, as pessoas começariam a me notar.
Mas ninguém precisa se preocupar comigo.
Eu não permito tanta atenção.

(...)

Quando é que tudo se tornou essa fuga sem fim?
Saio de Pouso Alegre pra fugir do que não é meu.
Não fujo da solidão, não fujo do desconforto.
Só fujo por instinto. Porque esse lugar não é meu, então eu fujo.
Então fujo de Itajubá também.
Fujo da solidão mascarada, da hipocrisia de estar de volta a lugar nenhum.
O que era meu ali, eu perdi.
E gostar da estrada faz cada vez mais sentido então.

(...)

Não sei porque as pessoas tem esse problema em falar sério comigo.
Se eu tivesse a chance de conversar de igual pra igual com alguém, tudo seria mais fácil.
Mas as pessoas não atingem esse meio termo comigo.
Ou vem sempre de risadinhas, falsidade.
Ou simplesmente se esquivam. Dizem que eu não estou a fim de papo e que vão me deixar sozinha.
Não sei quantas vezes já ouvi esse discurso.
Eu que não estou a fim de papo? Seria cômico se não fosse trágico.

8.11.11

Ah, César, César, César...

* fechando a mão em punho*
- TO MANTENDO MINHA MÃO OCUPADA PRA NÃO DEIXAR ELA NA CARA DE ALGUÉM!






Essa foi a épica do dia.
Do dia que eu explodi.

Trasnbordando a rotina, cegamente descontando em tudo e em todos.
Um erro?
Claro, enorme!

Mas sou humana.
Errar é assim.

Nenhum filtro, sinceridade, desespero, ódio.
Opinião, mágoas, revolta.

Ontem...
Acordar cedo, ir pra aula, almoçar correndo, ir pro estágio, ônibus atrasado, fila no supermercado, ótica, chegar em casa, encontrar a porta destrancada e ouvir da Vanessa:

*eu trancando a porta*
- Ah, ia dizer pra vc deixar aberto.
- Porque? Pediu água?
- Então, nossa... nem pedi. É que eu dormi a tarde, sabe...
- (VADIA!) Tá.

*eu indo pro quarto e ligando pra pedir água, ela me segue como um cão*
- Você vai pedir?
- (NÃO, VOU BEBER DA PRIVADA A PARTIR DE HOJE, QUE TAL?) Uhum.


Lavar roupa, esperar a água chegar, fazer as contas.
Esperar a visitinha dela ir embora.

Então desisti de lavar o cabelo.
Precisava deitar pelo menos uns minutos e com o cabelo molhado não dá.
Comi, deitei. Vi tv. Descansei um pouco.
Descansei demais!
Adormeci.

Levantei num pulo, fui pro banho.
Sentei no computador.
Tinha que tentar estudar.

Estresse.
Estresse.
Estresse.


Ligação da minha mãe.
Me segurei, segurei, segurei.

Nunca funciona. Acaba saindo com muito mais potência.
Falei demais.
Coisas ruins.
Péssimo.


O dia corre.
É quase hora de dormir.
Não vou ver CQC. TENHO que terminar esse relatório pra amanhã.



E hoje...
Dormi, sonhei. Não lembro com o que, mas estava tão bom...
Acordei antes do despertador. Por 2 minutos.
Mas eu queria continuar na cama....
Esperei, ele tocou.
Tomei água, fui ao banheiro.
Quis voltar pra cama.


Na faculdade, todo mundo querendo copiar meu trabalho. Filhos da puta!
O que estavam fazendo ontem o dia todo enquanto eu me estressava com isso?
Agora querem copiar.
Ok. Copiem. E morram.


Chega a hora do professor corrigir.
E o que ele faz?
Libera a turma pra fazer o que quiser enquanto vai dar uma volta.

- MALDITO.
Eu magoei pessoas importantes por causa desse trabalho. Eu deixei de lado meu lazer.
Eu deixei de estudar pra prova dessa semana. Deixei de dormir!
É sua última aula antes da prova! Você tem que corrigir isso, nunca vou saber se está certo!
Seu, seu... MALDITO!

Só pensei.
E eles em volta, urubus, copiando meu trabalho.

- Thaís tá séria. Dá uma risadinha! Vai, Guilherme, bate a cabeça aí na mesa pra ver se ela ri.
* balançaram minha cabeça pra lá e pra cá*
- Ela tá nervosa.
- Parece a impressora lá da secretaria. Por isso que sempre ganha no stop! Olha isso!

- TO MANTENDO MINHA MÃO OCUPADA PRA NÃO DEIXAR ELA NA CARA DE ALGUÉM! !

- Já copiei mais que você! To na sua frente!
- Claro, eu to escrevendo e vc digitando!
- Tá tudo certo ou tem que conferir de novo?
- Tem que conferir tudo em casa.

Intervalo.
Continuei na sala.
Copiando, copiando, copiando.
Comi um pouco.
Não parei de copiar.


Fiz um traço em duas perguntas.

- Que sinal é esse?
- Coisa minha.
- Tá com dúvida?
- ...
*copiando*


A aula recomeça.
- Terminei!
*me levantando*
- Espera, você tá indo embora?
- To, e acho que nem venho amanhã. To muito estressada.
- E as outras perguntas?
- Não sei a resposta.
- Pergunta pra ele.
- É o que to indo fazer.

Vou em direção à mesa do professor.
Ele imediatamente levanta e sai da sala.
Eu me volto a todos:

-Ah, não!!!!

Saio da sala, o vejo indo em direção a sala dos professores.
De certo, foi tomar um café, relaxar um pouco.

Desisto. Volto pra sala.
Rosno com todos:

- PALHAÇADA ISSO! Pra que dar aula, né? Ele não precisa disso. Deve ter aí uns 5 salários. Desembargador, professor, venda de livros.
Ele não precisa disso não.
Nem a gente. Estamos com a vida ganha.
Ah, eu vou pra casa.
Filho da mãe.

7.11.11

Porque?

2 anos?
Ah, talvez eu devesse sumir em 6 meses.