29.12.07

Caio + Thaís no msn

Thaís diz:
Reli um trecho da conversa.. e descobri que realmente não sei o que fazer.... =/ e como nas milhões de outras vezes em que eu não soube o que fazer, eu vou fazer aquilo que sempre fiz: não vou fazer nada ! vou deixar rolar.. finge que essa conversa não existiu...


Porque nem sempre um blog é suficiente pra um desabafo....
Nada substitui uma pessoa de carne e osso, com um cérebro pra pensar e um coração pra sentir.


Thaís diz:
axo que siim
é SEMPRE assim.. eu guardo tudo pra mim.. aí só percebo qndo conto pra alguem..
aposto que a partir dessa conversa vai mudar um monte de coisas na minha cabeça... rsss

Caio diz:
tipo ?

Thaís diz:
não sei explicar
talvez me convencer de um dia virar oportunidade o que antes era só possibilidade. rssss
(hoje eu estou realmente poética !!!!)

Declaração de Tirol UIAA - Trecho

A Declaração do Tirol sobre a Boa Prática nos Esportes de Montanha

“Ampliem seus limites, elevem seus espíritos e almejem o topo”
Adotada pela Conferência sobre o Futuro dos Esportes de Montanha, Innsbruck, 6 – 8 de Setembro, 2002

Por todo o mundo, milhões de pessoas praticam montanhismo, caminhada, trekking e escalada em rocha. Em muitos países, esportes de montanha se tornaram um fator significante no dia-a-dia. Quase nenhuma outra atividade engloba tão amplo espectro motivacional como os esportes de montanha. Eles proporcionam às pessoas a oportunidade de concretizar objetivos pessoais e de participar de uma atividade significativa por toda a vida. Os motivos para estar ativo nas montanhas e sobre as rochas se estendem de benefícios da saúde, prazer do movimento, contato com a natureza e incentivos sociais à emoção da exploração e da aventura. A Declaração do Tirol sobre a Melhor Prática em Esportes de Montanha, contém um conjunto de valores e máximas que proporcionam uma orientação sobre a melhor prática em esportes de montanha. Não são regras ou instruções detalhadas – no lugar disso, elas:

1. Definem os valores fundamentais atuais nos esportes de montanha
2. Contêm princípios e padrões de conduta
3. Formulam os critérios de ética para tomada de decisões em situações incertas
4. Apresentam princípios éticos pelos quais o público pode julgar os esportes de montanha
5. Introduzem a iniciantes os valores e princípios morais de seu esporte.

É objetivo da Declaração do Tirol ajudar a concretizar o potencial inato dos esportes de montanha para recreação e para crescimento pessoal, e também para promoção de desenvolvimento social, compreensão cultural e consciência ambiental. Os valores fundamentais em que a Declaração do Tirol é baseada valem para todos os praticantes de esportes de montanha de todo o mundo – sejam eles caminhantes e andarilhos, escaladores esportivos ou montanhistas buscando estender seus limites em grandes altitudes. Com essas sugestões nós desejamos atingir nossos jovens, pois eles são o futuro dos esportes de montanha.

A Declaração do Tirol é um apelo para que:
• Aceitem os riscos e assumam responsabilidade
• Equilibrem seus objetivos com suas habilidades e equipamentos
• Joguem por meios razoáveis e relatem honestamente
• Esforcem-se pela melhor prática e nunca parem de aprender
• Sejam tolerantes, respeitem e ajudem uns aos outros
• Protejam o caráter selvagem e natural das montanhas e paredes
• Apoiem as comunidades locais e seu desenvolvimento sustentável.


fonte: http://www.femerj.org/etica/dec_tirol.html

28.12.07

Fatos

Ai, meu Deus.
Que medo!

De geração em geração.... =)

Orlando Mohallem

Maria Antônia, afilhada de Orlando.

27.12.07

2008

Algumas pessoas ainda não perceberam que 2008 é um ano bissexto. E que o dia 29 de fevereiro, exatamente o dia que ganhamos, cai em uma sexta feira.

Um dia a mais para podermos viver a vida da maneira mais apropriada a cada um.

Admirável ano novo. Que seja bom pra todos nós!

Era só isso que eu queria da vida....


outono+ árvore + vento + sombra + lago + s2 + piquenique = ??

=/

24.12.07

"Feliz? Natal" (titulo por Gabriel Bortoni)

Analisemos um texto de Natal, já que estou sem inspiração para escrever um....

"Eu sempre pensei em Natal como um tempo bom; um bem, perdão, generosidade, época agradável; uma época em que os homens e mulheres parecem abrir os corações deles/delas espontaneamente, e assim eu digo, Deus abençoe o Natal!" (Charles Dickens)

Relendo a primeira frase "Eu sempre pensei em Natal como um tempo bom;".
Eu também penso no Natal como um tempo muito bom. Bom pra mim, pra minha família, meus amigos próximos, bom pra você, com certeza. Mas, bom para quem, afinal?
Pra quem vai no shopping andar de escada rolante sob o friozinho do ar-condicionado pra gastar dinheiro? Ou pra quem passa o dia andando sob o sol quente, com um propósito de sobrevivência? Submisso ao dinheiro, essa época me parece ter um outro significado. Isso porque nos importamos demais em dar um presente a uma pessoa sem muitas vezes desejar profundamente o seu bem.
Passou a ser errado e, muitas vezes, vergonhoso chegar na casa de um amigo "de mãos abanando" quando na verdade um abraço e um sorriso deveria ser, ao meu ver, o melhor presente.

"um bem, perdão, generosidade, época agradável;"
Mas o quão contagioso e duradouro seria esse bem, essa generosidade? Quais as consequências dessa época agradável, se passados uma semana sentimos que volta tudo à sua normalidade? Juntos com os enfeites de Natal iriam também seus atributos?

"uma época em que os homens e mulheres parecem abrir os corações deles/delas espontaneamente"
O histórico de homens e mulheres que abrem seus corações um dia do ano não parece ter muita credibilidade. Então, qual a dependência criada pelo Natal? Qual sua relação com o bem estar social se ele só tem a capacidade de fazer o bem durante uma época do ano? Seria o Natal bom ou a consciência dessas pessoas? É importante analisarmos isso, tendo em vista que o Natal acontece uma vez por ano, e a consciência das pessoas é construída desde seus primeiros dias e dura uma vida inteira, muito mais que qualquer Natal.

"e assim eu digo, Deus abençoe o Natal!"
Mas, por favor, não o meu.
Abençoe o Natal de quem tem um ano inteiro de dificuldades. De quem é direta ou indiretamente julgado constantemente pelos olhos ardentes da sociedade atual. Abençoe o Natal de quem passou vontade de presentear e faça com que nos presenteiem com seu sorriso, sua saúde, seu bem-estar.
E assim eu digo, Deus abençoe pelo menos o Natal.


BOAS FESTAS
Thaís Emídio

23.12.07

Rocha Filosofal

Eles que não sobem não sonham
O que é esforçar-se na via
Não concreta e definida
Como outra via qualquer,
Como este granito cinzento
Em que ora subo, ora sento
Como esta calcite branca
De caprichosos torneados,
Como estes penhascos alados
Que em negro ruivo assomam,
Como estas rapinas que os tomam
Em brincadeiras de vertigem

Eles que não sobem não sonham
O que é grau, é chapa ou piton,
Tige forte ou perno bom
De aço A4 ou mero spit,
Do 8a+ ou da élite,
Numa eterna ascensão.

Eles que não sobem não sonham
Que é muro, é prumo, é buracos,
Diedro, fenda com tacos,
Bidedo, aplat, chorreira,
Crista, placa regleteira,
Pináculo dum esporão,
Contraforte, paredão,
Invertido, pinçamento,
Tendinite, dor e unguento,
Croqui, cordada, expresso,
Encadeamento, sucesso,
Que é filho de fracassos,
Vindos de sisal, arnês de laços,
Bota rígida do pioneiro,
Tentativa do primeiro,
Artificial, subprumo, atlético
em livre, sentido ético,
Encordamento, corrente,
De segundo, em top, à frente,
descensor, grigri, shunt,
mosquetão, fissura elegante,
pé-de-gato, queda, dinâmico
líquen de aroma balsâmico,
na superfície mineral

Eles que não sobem não sonham,
Que é o sonho que gera a via
que sempre que um homem sonha
o mundo estica e avança
como a corda colorida
entre as mãos de uma criança


fonte: http://www.escalagem.blogspot.com/

19.12.07

Fim de Temporada?

Pára tudo! Isso tá parecendo relógio! Não pára de dar voltas!

De repente, tudo se acabou. Era pra ser normal de novo.
Mas o que era pra ser como antes, sob efeito da comparação, ficou pior.
Já não consigo mais me adaptar ao velho novo.
Principalmente por que os sinais não param de chegar!

E depois não vem dizer que é culpa minha.



Minuto de Reflexão:
"Suas intenções palpitam em cada passo que você dá, em cada atitude que você toma, e em todas as pequenas e grandes decisões. Do universo você pinça tudo que tenha a ver com suas reais intenções e nada mais."

17.12.07

Temporada II

continuação de "Temporada"
http://thaisemidio.blogspot.com/2007/12/vida-nova-o-que-me-parece.html




Acho que não depende de mim escolher se quero ou não que esses bons tempos continuem.
Pois a vontade que eu tenho lá dentro fala mais alto na hora de uma resposta.
E isso muda tudo!

É muito provável que tempos cada vez melhores venham.
Basta que eu continue ouvindo a voz de meu coração.

Não precisso ter medo de ser feliz!

16.12.07

Sobre a entrevista de Chris Sharma


- INÍCIO -

"Gustavo diz:

Ow até onde será que a escalada vai?! Será que vai chegar a um ponto que nao vai mais evoluir?!?

Thaís diz:
Na entrevista o Sharma fala sobre isso também
"Bem, pegue a via que eu acabei de grampear em Ceuse, ela eu digo que é bem difícil. Há seis movimentos que são deste jeito. Eu posso dizer que são muito difíceis para mim, mas eu posso segurar em todas as agarras, então teoricamente se eu consigo segurar nas agarras, eu deveria ser apto me movimentar. É possível. Mas não para mim, mas a ‘Realization’ foi grampeada 15 anos antes de eu encadenar , e é possível. Talvez em 15 anos, algum garoto irá olhar a via e encadenar. Este será o próximo nível. Quem sabe um 13a. Eu não sei.

Basicamente, este é o limite. Você pode ao menos segurar nas agarras. Há agarras suficientes para segurar. É apenas uma questão de tempo de alguém encadenar. Talvez não na minha época."

Gustavo diz:
É faz sentido...

Thaís diz:
As coisas que ele diz fazem muito sentido

Gustavo diz:
Mais eu ainda acho que vai chegar um certo nível que será impossível alguem passar

Thaís diz:
Cara... não da pra saber mesmo..
Eu ja te contei que li uma vez, num jornalzinho antigo, quando abriram o primeiro 7°..
Disseram que "7° grau é o limite que o ser humano é capaz de escalar"
Caramba....... a gente chegou no 12b !!!
Evolução de equipo.. mentalidade.. treinamento..

Eu ainda acho que a gnt vai mto longe.. não sei o quanto... queria ficar pra ver....."


- FIM -

Triboo! Montanhismo


Triboo! de elite
Boulder duro de virar
A gente gosta de montanha
A gente curte é escalar!

15.12.07

Descobri !!!


O que a gente tá esperando é não ter mais saída pra agir desesperadamente.

Estamos querendo cortar os cabelos e então economizar água.
Guardar no armário os eletrodomésticos e poupar energia.
Quem sabe trocar carros e motos por bicicletas.
Pra poluir menos? Claro que não. Pra economizar o dinheiro da academia.

Quando valorizarmos mais o planeta e menos a moeda, começaremos a prever os resultados.
Começaremos a prever.

14.12.07

Temporada

Vida nova, é o que me parece.
Tem sido tudo muito bom!
Mas, será que dura?

Não sei responder se quero.

12.12.07

Tic-Tac


Tic, Tac... Tic, Tac... Tic, Tac...
Por que só te ouço nas ferias?

11.12.07

Minha vida em fotografias

Editei esse vídeo por gostar absurdamente dessa música.
Não. Ninguém me mostrou essa música.
Ninguém me ensinou a gostar dela.
E eu nem entendo exatamente o que ela provoca em mim.
Só sei que me fez gostar dela desde a primeira vez que a ouvi.

Merece seu espaço aqui.

Amizade


Me diz: o que a gente pode fazer pra mudar esse destino?
Mas que traiçoeiro!
Arma uma história que não tem final feliz.
Com seu novelo tricota um encontro, uma briga, uma redescoberta, uma felicidade.
Mas tira da gente sua eternidade.


Eu estou de costas mas é só na foto, amiga!
Estarei sempre aqui, Raíssa!

10.12.07

Ler !

Bom.. tudo aqui tem sido muito vago ultimamente.
Ainda não dediquei nenhum post pra falar de mim mesma.
Como adoro escrever, escolhi outra de minhas paixões para dissertar, que é ler!



Desde pequena, cresci lendo a Turma da Mônica. Meus pais fizeram a assinatura e sempre foi a coisa pela qual eu mais ansiava: a chegada das novas edições.
Devorava os gibis num minuto! Claro que o Gui lia muito mais rápido que eu- sim eu tenho um irmão! Digo: um amigo, um tesouro, um pai, uma mãe e às vezes um namorado se vc não nos conhece, mas isso é outro capítulo!
Enquanto ele lia 3, eu 1. Mas só porque ele olhava só as figuras e eu sempre li com tanta dedicação que até imaginava as vozes.

O curioso foi que nessa mesma época, meus pais abriram uma livraria na cidade onde morávamos e, claro, que eu passava grande parte do meu tempo naquele sofázinho preto de couro lendo, lendo, lendo.

Então minha infância foi mais ou menos assim: se não estava lendo na escola, estava lendo em casa ou, melhor ainda, na livraria.

Os livros mais sérios vieram no ensino fundamental, claro, todos chatos. Na verdade, por causa da pressão feita pela escola que eles se tornavam tão chatos e obrigatórios.

Claro que ja li muitos livros, mas citarei aqui somente os de destaque.


Por exemplo, o primeiro livro de verdade que eu considero ter lido: A Princesinha.
Ganhei como presente. Ele tinha 200 páginas! Pensei que seria um desafio, mas sabe como é um livro, né?
Quase mágico! E sua magia me conquistou tanto que nas férias seguintes eu li novamente e depois de novo, por uma 3° vez.


Precisava de mais!!! E a simples curiosidade trouxe até minhas mãos O Código da Vinci. Emprestado por um amigo que também é apaixonado por leitura.
(Evaldo e minha mãe são meus verdadeiros influenciadores. Formadores de minha paixão.
Talvez não formadores, mas com certeza alimentadores dessa paixão.)


E depois de O Código da Vinci, outro sucesso de Dan Brown, Anjos e Demônios. Muito bom também, o que só fez despertar em mim a vontade de ler mais obras desse escritor.


Mas quem cruzou meu caminho dessa vez foi Khaled Hosseini, com Caçador de Pipas, indicação de meu pai. Livro adulto. Emocionante. Com gostinho de quero mais.


E dessa vez a escola acertou com a indicação de O Diário de Anne Frank. Pra mim foi mais que um livro. Eu realmente me identifiquei com os sentimentos da menina, e sua história real é tão marcante que me fez mudar por dentro.


Logo em seguida, um sonho de consumo: Cidade do Sol, também de Khaled Hosseini.
É incrível como ele mantém o nível. Sem palavras pra esse livro. A lição que aprendi sobre sacrifício vai ficar pra sempre.


De repente olho pra mim e vejo uma menina que tornou-se dependente dos livros. Quando não estou lendo nenhum livro, é como se me sentisse sozinha.
Ainda sinto saudade das vozes de Laila, Mariam, Rashid, Tariq, Aziza, Zaman..... Amir, Hassan.... Robert Langdon..... Anne..... de ter notícias deles, saber as novidades.
É quase uma depressão pós-livro!

Mas logo logo vêm outros.
E eles nunca vêm para substituir.
Vêm para acrescentar.

9.12.07

Plante uma árvore...


... e você vai se arrepender por não ter feito isso antes!!

Desde meu primeiro contato com as mudas, assim que bati o olho naqueles saquinhos pretos com a terra e a planta, vi o quão frágeis elas são e o quanto precisam de cuidado.
Só uma mãozinha pra de lá sair e pra terra ir.
E essa mãozinha podia ser a minha.
Essa mãozinha pode ser a sua.

Aliás, basta que você coloque a mão na consciência pra perceber o potencial que suas mãos tem pra ajudar o mundo. Venha então conosco colocar a mão na terra e dar uma mãozinha ao planeta.

Por que agora o lema é "Com as mãos sujas... e a consiência limpa!"

Namastê!

7.12.07

Escalada

Uma ótima desculpa pra viajar, conhecer, descobrir.
Digo: uma perfeita oportunidade pra se viver!
Comecemos então do início. Uma incompleta retrospectiva de lugares onde escalei, ou pratiquei montanhismo, através de algumas fotos. Com certeza experiências inexplicáveis, mas sem motivos para não serem divididas.




- Pedra do Tucano -

Minha primeira escalada em rocha ! Isso em 2005! Voltar atualmente faz tudo ser tão recente! Com certeza na memória sempre!









- Pedra da Piedade -

Tão pertinho.. tão acessível... tão especial! Não mais um evento. Nunca uma rotina, mas um hábito! "Piedade no domingo?"








- Pedra Vermelha -

Minha primeira e única experiência em via longa. E pensar que foram só duas cordadas! Não mata a fome, mas abre o apetite. E olha essa foto! Que magia nesse lugar...







- Pedra da Divisa -

Mostramos que nem a chuva pode parar um grupo de escaladores apaixonados. E que venha outra oportunidade, pois lembranças não param de me cutucar e a primeira impressão foi boa demais!







- Cachoeira de Minas -

Participar da conquista de uma via, em um lugar novo, com pessoas especiais.
Aprendizado,extroversão , responsabilidade, diversão.
Tem como não ser especial também?






- Pedra Aguda -

O primeiro pernoite independente.
Começando com a benção do mais lindo por-do-sol que eu jamais pude comparar.
Irmãos no escuro, mas acompanhados pelas luzes longínquas de Itajubá, da linda lua, fogos de artifício de bairros afastados e várias, várias estrelas cadentes.
Sempre quero estar lá, refletindo esse brilho nos olhos.



- Pico dos Marins -


O suave, úmido e frio abraço que as nuves lhe dão e a sensação de proteção que a rocha e a montanha te proporcionam são indescritíveis. Voltar é sempre novo. Sede de novidade. Saudade.







- Ouro Preto -

As histórias, as rochas, as pessoas, os sotaques.
A surpresa!
Toda lembrança registrada não só por foto, mas pela memória. Ainda volto pra, de novo, um reencontro.








- Belo Horizonte -


Capital. Palco, não só do primeiro, mas dos primeiros de meus campeonatos. Frio na barriga. Tudo novo.
Sucesso! Sono, frio, calor. Tudo junto!
Amigos. Quero voltar!







- São Bento do Sapucaí -

Ah, sim! Se fosse um produto: um sonho de consumo! Tantos planos. No fim, intervenções, sempre boas, mas muito diferente do planejado. Sucesso! Amigos! Lembranças!
E quantas!
Também quero voltar...






- Sítio Paraíso -

... dos boulders! De onde eu só ouvia falar.
E hoje já me sinto em casa!
Muitas quedas e cadenas. Mas os blocos não acabam. Como amo. Sempre!








- Pedrão -

Uma criança. Precisa de cuidados. Não te abandonaremos. Lugar lindo. Lembranças boas. Com certeza tem volta. E que seja diferente por um detalhe: limpem a montanha!







- Piranguinho -

Subestimei. E me surpreendi!
Ainda terei outras oportunidades.









- Falésia dos Olhos -

Muito, muito difícil de falar. É como virar a esquina e dar de frente com um carro. Você quer reagir, mas está paralisado. De primeiro momento, medo. Mas é muito fácil se apaixonar. Já me sinto dependente. Lá eu quero estar sempre!






- Triboo! -

Mas que imenso pecado mostrar o pão, sem passar a receita.
Pra toda ação há sempre uma reação.
Já foi 'Aldeia', já foi 'Triboo!' , mas sem dúvida será sempre minha casa.
O início, o Gênesis de tanta história. A genética que me explica.
O passado marcante, o presente feliz e o futuro que eu quero ter.
Tudo o que eu desejo a todos.
Isso porque é tão importante pra mim.

Poderia perder um rim ou um pulmão se a escalada fosse um órgão de meu corpo. Sem dúvida a vida não seria mais a mesma. Obstáculos tornariam-se montanhas inatingíveis. Insuficientes seriam meus atos e meu corpo. Mas impossível mesmo é viver sem esses órgãos.
Impossível tornou-se afastar-me da escalada.

Amadurecimento resume tudo.

6.12.07

... continuando...

Lembrei do que estávamos falando!
É que eu não sei mais o que quero... definitivamente!

Dependendo do ângulo que se olha a montanha, ela pode fazê-lo sentir-se pequeno ou poderoso. Mas eu me sinto tão na metade do caminho. Tão perdida na minha busca de encontrar-me.

E como já dizia Anne Frank: O papel é mais paciente que as pessoas.
Anne Frank. Uma pessoa que admiro pouco. (Com um oceano de ironia)

Mais um rascunho desperdiçado (?)
Mais um pensamento liberado.
Mais uma pessoa poupada.
Mais uma vez estou aliviada.
Mais um dia vivido.




Na verdade, ***, você morre de medo de me ver pelas costas. Tudo o que diz é da boca pra fora e eu sei disso! Por isso não me deixo atingir. Você sabe que eu sou madura, mente aberta, inteligente, leio bons livros, conheço muita coisa dessa vida. Sabe que eu conheço gente que estuda, gente que bebe, atletas, desocupados, maconheiros, alunos, mas não me deixo influenciar. Eu tenho personalidade, ***. Você me vê metida com meus ursos no meu quarto, analisando a própria vida, resolvendo sozinha os meus problemas. Você vê que eu sou forte, talvez mais que você, apesar da pouca idade, e isso te assusta. Você me expulsa sabendo que eu não vou, mas cruza os dedos pra eu não te levar a sério, pois sabe que se me disser "Vá e não volte!" eu sou capaz de fazer isso. Você precisa de mim. Apesar de tudo, você precisa de mim, ***. Você precisa de mim só por saber que eu preciso de você. Como um porto seguro, onde você possa despejar sua fraqueza sem derrubar essa pessoa. É pra isso que você me teve/tem/terá. Seu porto seguro que você não quer perder.

E não vai.

5.12.07

O desafio é a nossa energia!

Por que, às vezes, as coisas insistem em nos pressionar?
Quem disse que gostamos de receber todas as bombas de uma só vez?
Granadas, atômicas, caseiras... independente da dimensão da bomba, todas causam abalo em nossos corações.
E a vida devia aprender que nem sempre é fácil absorver tudo tão depressa.
Até notícias boas são difíceis de serem compreendidas quando vêm no coletivo.
Fatos negativos não são diferentes.

Não nos ensinam na escola que o que a gente se esforça pra realizar, pode nos deixar magoados na mesma medida. Mas isso não faz cair a cortina.

O teatro deve continuar por mais difícil que seja. Pois quanto mais crítica é uma platéia, maior é o desafio.


ps.: É difícil entender que posso mudar quando quero? É tão difícil consertar uma imagem, uma impressão depois de adquirida? Por que não esquecer o passado, parar de prever o futuro e apenas observar o presente? Seria tão mais fácil perceber a diferença por menor que fosse. Mas ainda mais difícil é colocar-se no lugar dos outros e tenta entender o porque da dificuldade. Admirar a força de vontade e - o muito, por incrivel que pareça de - a determinação em tentar tornar-se uma pessoa melhor, pelo menos aos seus olhos.
Mas, não. Não há preocupação em adaptar-se aos outros. Passou a vida toda vendo os outros adaptarem-se a ti. E agora, José? Onde é que eu me encaixo?
Na verdade, o que tem se tornado fácil é perder a linha de raciocínio. Numa cabeça tão pequena, para onde teriam ido os sapecas pensamentos? Seus levados... adoram me abandonar quando eu preciso.

Mas eu já aprendi que isso é um sinal. Um bom sinal, de que o problema se dissolveu. Agora é mais fácil levar os olhos ao horizonte e ir de novo à luta!

Do que estávamos falando mesmo?

Medo do desconhecido


O medo do desconhecido talvez seja o pior deles.

O medo de uma doença é ridículo, mas pior ainda é o medo daquela enfermidade não identificada.
O medo de encarar face a face um vilão é grande, mas não maior do que olhar um rosto anônimo.
Ver a fera vir em sua direção não se comparara ao medo de ouvir um rugido vindo do desconhecido.

Talvez isso tudo ainda faça sentido.
Quer saber? Talvez seja melhor que não faça.


- aliás, estudo? agora só 2008 :) -

3.12.07

Escalada, amigos, saúde!


Se você experimentasse meu cotidiano, entenderia fácil fácil essa relação.

30.11.07

Trecho especial


Acabei de ler isso novamente, através de um e-mail:


"Se não você, então quem?
Se não agora, então quando?"


Por que eu acho esse trecho muito especial, desde que li pela primeira vez ele me tocou bastante.
E merece seu lugar aqui!

Boa noite!

Contagem regressiva


Um dia, pijamas na escola.
No outro, festa brega.
Sete anos freqüentando um espaço e de repente começo a perceber a gravidade da situação.

Antes, o sentimento de angústia, tédio, revolta ao olhar pra'quele muro, aquelas grades, aquelas portas e janelas - trancadas.
Agora, somente saudades, lembranças, vozes, cores, tudo vêm ao mesmo tempo.

E só para não enumerar que sentirei falta da rotina, da disciplina, dos conselhos, dos sermões, das amizades, das discussões, das panelinhas, dos bons ou maus olhares, dos elogios, dos julgamentos, das notas, das músicas, das risadas, das novidades, das refeições, ..., digo que sentirei falta de tudo!

Inevitável tentar prever,
impossível para de lembrar.

29.11.07

Fim de ano... Início das festas (?)


Depende....

Esse ano, na escola, foi diferente. Foi nosso último ano naquele espaço, a última convivência com aqueles professores, o último lanche naquele barzinho.
Drama? Eu não acho....

Mas precisava ser tudo tão intenso na última semana de aula? Só para nos aproximar das pessoas que não tínhamos um contato tão direto... Perceber, muitas vezes, que perdemos tempo em não ter feito isso antes. E agora que temos a oportunidade, a finidade do tempo fica à nossa cola.

Férias? Será que a tal aproximação foi suficiente para manter-nos unido até que as aulas do 3° ano comecem? Mas espere ! Estarão todos ainda unidos no 3° ano?

Tantas perguntas. Tantas dúvidas. Tantos medos.

A necessidade de escrever aqui algo sobre amizade é mais do que visível! Coloco, então, o texto do orador da nossa formatura da oitava série, da autoria de Guilherme Pimentel. Talvez uma das poucas comparações que posso fazer. Acho que foi uma das poucas vezes que eu me senti como me sinto agora.

Só não me sinto sozinha.



Bom dia a todos! Bom dia moçada!

É galera das oitavas Oscar Niemeyer e Cândido Portinari! Nossa moleza está acabando. Daqui a pouco, tem vestibular, faculdade, tudo virá tão rápido quanto o fim da oitava série, que há dois ou três anos parecia tão distante. Tardes e tardes estudando virão, a maioria a contragosto, mas não tem saída. E aí, sentiremos falta daquelas sextas feiras quando saíamos mais cedo da aula, íamos para o Calçadão e tomávamos um açaí com leite ninho. Sentiremos falta dos dias em que ficávamos jogando bola depois da aula. Sentiremos falta das horas gastas na frente do computador na Acesso.

E por falar em falta, trouxe um trecho do poema “Saudade” de Fernando Pessoa, que fala muito bem desse momento que vivemos.

“Um dia a maioria de nós ira se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos. Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar quem sabe... nos e-mails trocados. Podemos nos telefonar conversar algumas bobagens...”.

“Aí os dias vão passar, meses, anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo. Um dia, nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: ‘Quem são essas pessoas?’ Diremos: ‘Eram nossos amigos’. E... isso vai doer tanto! Foram meus amigos, e foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!!”.

Mas agora, estamos de férias, e não estamos nem aí para o que está por vir no ano que vem, não estamos nem aí para o que fará falta, não estamos nem aí para nada! Agora, voltemos ao presente, e ainda estamos aliviados por termos um mês e meio de férias para aproveitar, e só quando essas férias estiverem acabando é que o desespero de entrar no colegial vai bater em nós. Desespero? Nem tanto. Bastam três, ou quatro semanas de férias para começar a sentir saudades da escola, dos amigos, das conversas, dos intervalos, dos montinhos, dos professores... e... sim... tudo bem... das aulas.

Agradecemos a todos que nos ajudaram a chegar até aqui. Nossos familiares, nossos amigos. E com os últimos agradecimentos, os professores que durante todo esse ano, cada um à sua maneira, nos ensinaram. Como o lugar de professor homenageado é só para um, nosso professor Edvaldo, aqui está a nossa homenagem a todos os outros. Paulo Sérgio, Eg, Marcelo, Ana Maria, Déborah, Dorinha e Afonso. E até aos que nos ensinaram nos anos anteriores, todos vocês têm uma parcela de responsabilidade pelo o que nos tornamos hoje. Já que a maioria de vocês não nos dará aula no ano que vem, fica aqui a nossa gratidão, o nosso carinho e a nossa saudade.

Então é isso cambada que está formando. Não se esqueçam nunca das lições que aprendemos esse ano, que usaremos para a vida toda. Lições como a que diz que a hipotenusa ao quadrado, é igual a soma dos quadrados dos catetos! E, seu Aníbal é REI! Um abração para todo mundo que vai e para todo mundo que fica. Falouuuu!"

28.11.07

Post: um primeiro entre muitos.


Começo o primeiro post já com uma reflexão.

Escalar é a minha forma de orar. É quando eu limpo meus pensamentos de qualquer influencia externa ou interna e me abro a novos conceitos quebrando, assim, velhas barreiras.
Caminhando não só ao topo da rocha, mas também a um amadurecimento de espírito, ao surgimento de novas opiniões e conquistando não só uma montanha, mas meu lugar no mundo.

O que espero desse espaço, é que ele seja pra mim como a escalada: tão simples mas tão profundo. Tão vago e tão completo. Que me faça entender quem sou, onde estou, pra onde vou.

Aqui, agora, sou eu!

Bem Vindo!