Bom.. tudo aqui tem sido muito vago ultimamente.
Ainda não dediquei nenhum post pra falar de mim mesma.
Como adoro escrever, escolhi outra de minhas paixões para dissertar, que é
ler!

Desde pequena, cresci lendo a
Turma da Mônica. Meus pais fizeram a assinatura e sempre foi a coisa pela qual eu mais ansiava: a chegada das novas edições.
Devorava os gibis num minuto! Claro que o Gui lia muito mais rápido que eu- sim eu tenho um irmão! Digo: um amigo, um tesouro, um pai, uma mãe e às vezes um namorado se vc não nos conhece, mas isso é outro capítulo!
Enquanto ele lia 3, eu 1. Mas só porque ele olhava só as figuras e eu sempre li com tanta dedicação que até
imaginava as vozes.
O curioso foi que nessa mesma época, meus pais abriram uma livraria na cidade onde morávamos e, claro, que eu passava grande parte do meu tempo naquele sofázinho preto de couro lendo, lendo, lendo.
Então minha infância foi mais ou menos assim: se não estava lendo na escola, estava lendo em casa ou, melhor ainda, na livraria.
Os livros mais sérios vieram no ensino fundamental, claro, todos chatos. Na verdade, por causa da pressão feita pela escola que eles se tornavam tão chatos e obrigatórios.
Claro que ja li muitos livros, mas citarei aqui somente os de destaque.

Por exemplo, o primeiro
livro de verdade que eu considero ter lido:
A Princesinha.
Ganhei como presente. Ele tinha 200 páginas! Pensei que seria um desafio, mas sabe como é um livro, né?
Quase mágico! E sua magia me conquistou tanto que nas férias seguintes eu li novamente e depois de novo, por uma 3° vez.

Precisava de mais!!! E a simples curiosidade trouxe até minhas mãos
O Código da Vinci. Emprestado por um amigo que também é apaixonado por leitura.
(Evaldo e minha mãe são meus verdadeiros influenciadores. Formadores de minha paixão.
Talvez não formadores, mas com certeza
alimentadores dessa paixão.)

E depois de O Código da Vinci, outro sucesso de Dan Brown,
Anjos e Demônios. Muito bom também, o que só fez despertar em mim a vontade de ler mais obras desse escritor.

Mas quem cruzou meu caminho dessa vez foi Khaled Hosseini, com
Caçador de Pipas, indicação de meu pai. Livro adulto. Emocionante. Com gostinho de quero mais.

E dessa vez a escola acertou com a indicação de
O Diário de Anne Frank. Pra mim foi mais que um livro. Eu realmente me identifiquei com os sentimentos da menina, e sua história real é tão marcante que me fez mudar por dentro.

Logo em seguida, um sonho de consumo:
Cidade do Sol, também de Khaled Hosseini.
É incrível como ele mantém o nível. Sem palavras pra esse livro. A lição que aprendi sobre
sacrifício vai ficar pra sempre.
De repente olho pra mim e vejo uma
menina que tornou-se
dependente dos livros. Quando não estou lendo nenhum livro, é como se me sentisse sozinha.
Ainda sinto saudade das vozes de Laila, Mariam, Rashid, Tariq, Aziza, Zaman..... Amir, Hassan.... Robert Langdon..... Anne..... de ter notícias deles, saber as novidades.
É quase uma depressão pós-livro!
Mas logo logo vêm outros.
E eles nunca vêm para substituir.
Vêm para acrescentar.