30.1.11

Mãe

São 3:45h, e eu com certeza já deveria estar dormindo a essa hora.
De fato, eu estava indo.
Já estava tudo desligado, mas enquanto eu escovava os dentes, eu não pude deixar de pensar em algo que costuma me perseguir.
Você.

Sabe, você é sem dúvida a melhor mãe do mundo.
E eu sei que isso é o maior clichê da história.
Todo mundo diz que a própria mãe é a melhor do mundo.

Mas, deixa eu te contar um segredo:
- Estão todos errados.

Pois eu digo isso, de boca cheia!
Quando eu digo que você é a melhor, é sempre de boca cheia.

Por tudo o que você faz por mim (e o Gui) em todos os momentos.
E, principalmente: independente das circustâncias.

Pois, é fácil amar quando se é amado!
Mas você, mãe, faz o fundamental: nos ama mesmo quando não merecemos, pois sabe que é quando mais precisamos.

Eu poderia citar inúmeros exemplos de como você já foi boa comigo.
O modo como eu sei que você é minha aliada de verdade, minha única amiga, faz com que eu me abra com você, e você nunca deixou de me apoiar.
Me deu forças até quando o conselho foi "Filha, e se você quiser desistir de tudo e dar um tempo pra si mesma, eu te dou o maior apoio".
Você não sabe o quanto isso é importante pra mim.

E você sempre está aqui quando preciso.
Mesmo que eu tenha acabado de mandar o mundo tomar no cu, no primeiro momento que eu preciso, antes de cair, você está lá, pronta pra me pegar.

A gente se fala todos os dias, e não poderia ser diferente!
Um dia sem você é totalmente incompleto!
Sinto falta de contar o que comi, o que vi, de te dar boa noite.

Tem um momento guardado em meu coração, mãe, que é muito forte.
Se estou triste, sozinha, brava, fraca... é só me lembrar dele que eu mudo de humor.
Uma vez, você veio pra Pouso Alegre me fazer companhia.
Fomos embora de ônibus.
Eu na janela, você bem ao meu lado.
Você caiu no sono, e eu me peguei olhando pra você, deitada na poltrna, quetinha de olhos fechados... acho que cheguei a pensar "Será que tá sonhando?" e pensei "Como eu amo essa mulher. E como fico feliz só de saber que ela está aqui, envolta em tranquilidade e junto comigo. Porque se qualquer coisa de ruim puder acontecer com ela, eu dou a minha vida".

E eu guardei esse momento comigo pra sempre.
Ele me traz paz.





Sabe.
Com toda a história de vida que você tem, uma história linda, muito sofrida, você ainda é uma das pessoas mais felizes e fortes que conheço.
Um grande exemplo pra mim.

E o engraçado, é que na minha infância dentro de casa, a pessoa com quem mais bati de frente foi você! Lembra? haha
Era briga e ofensa todos os dias.
Mais engraçado ainda se eu parar e me perguntar: quando é que eu comecei a gostar tanto de você? haha
Brincadeira... sabe que sempre te amei!

Eu queria realizar todos os seus sonhos, mãe.
Você serve a toda nossa família sem ajuda de ninguém, e nunca deixou a peteca cair.
Você deveria levar uma vida de rainha!
Você é mesmo a rainha do nosso lar!

Se dependesse de mim, você já estaria dormindo no melhor colchão do mundo há muito tempo.
Você já estaria dormindo no melhor travesseiro do mundo há muito tempo.
Você já estaria com um carrinho próprio, mesmo que o mais simples, mas só pra ter a independência de poder se deslocar por aí quando precisasse.
Você teria toda a felicidade do mundo em uma caixinha pra abrir e desfrutar quando quisesse!

Sei que citei coisas materiais, mas são maneiras de facilitar sua vida, que é tão corrida.
Por isso, gosto de te ajudar como posso, sem pedir nada em troca.
Me satisfaz só de pensar que você terá um pouco de tempo pra você.


Com lágrimas nos olhos eu digo que a minha vida já é importante e feliz só por ter uma família como vocês.
Sem vocês, eu não seria ninguém.
Desculpa se eu não sei demonstrar isso quando estamos todos juntos...


Hoje você me disse uma coisa muito legal, e quero repetir aqui pra fechar com chave de ouro:
- Você sabe que a nossa distância é só geográfica.



4:04h

Chuva de granizo

De fato, hoje minha cabeça girou e girou.


Em momentos assim que gosto de sentar aqui e escrever, escrever, deixar as palavras fluirem naturalmente...
Depois eu leio, e é como se um amigo estivesse me dizendo "Viu, foi tudo isso que aconteceu contigo."

Algum tempo se passou, direcionei minha mente pra outros lugares.
Agora não estou completamente focada, mas vou tentar escrever algo aqui.
Quem sabe as palavras vêm...


Hoje eu acordei e tudo estava normal, tirando o fato que tinha visita e eu não quis sair do quarto de forma alguma. Justo hoje que eu não podia perder nenhum momento do dia.

Depois que a visita foi embora, as coisas pareciam bem, pelo menos até o momento que encontrei minha família.
Perdi a fome, perdi o humor. Perdi completamente o espírito.
Todos estavam almoçando juntos, peguei um copo de Coca e sentei na sala com eles.
Mas a sensação foi estranha, era como se fossem quaisquer um, e não minha família.

- O que que é isso?
- Um seriado tipo CSI.
- Hm. (levantei e saí "Lixo", pensei)

Sorte que só pensei.
Se eu tivesse falado, acho que agora estaria arrependida.
Pois não que fosse lixo, de fato.
Mas nada me agradaria naquele momento.

O dia foi passando, e eu só me isolando.
O dia foi passando, e eu só pensando que logo logo iria embora.
O dia foi passando, e eu só piorando.

Não conseguia dirigir a palavra a quem quer que fosse que nem ser humano.
Fui um bicho hoje.
Arisco!

E pensei demais.
Por que eu estava agindo assim?
Por que eu sou assim?

Trato as pessoas mal, desejo que elas me odeiem, que não me procurem, que me esqueçam.
Você acha que partir assim é mais fácil, Thaís?
Aonde você quer chegar?

E me odiei cada vez mais a cada gesto de bondade que eu recebia.
Você não merece! Você é um ser odiável!
Vamos, mostre a eles! E vá embora!

E eu conclui.
Aquela cidade não tem nada a ver comigo.

E eu enlouqueci.
Que curso é esse que estou fazendo?

E eu pensei.
O que eu estou fazendo nessa vida, afinal?

Está tudo errado.
Moro num lugar que não me comporta, curso uma faculdade que não vai me levar a lugar algum profissionalmente, dei um jeitinho de pouco a pouco destruir todas as minhas amizades, inclusive as em potencial, maltrato a minha família, rejeitei o meu amor....




Qual era o plano, big boss?
Viver de música e solidão?
Você está se saindo muito bem, afinal.
Parabéns!


Eu tenho 1 mês pra me encontrar.
Seja lá o que for.
Vai acontecer.
Espero.




Ou eu vou chutar tudo lá pros cafundós do inferno.
Mas, oh, vai ser carnaval e tudo estará colorido.
Hm.

28.1.11

Madrugada

Me bateu uma vontade irremediável de ler um livro.
Eu precisava devorar um.
Não.
Eu precisava ser devorada!

Fui ferozmente até a estante, mirei aquele trecho de coleção (Mestres da Literatura Contemporânea) e peguei os dois títulos mais breves.
"O amante".
"O estrangeiro".


Assim que li sobre a história dos dois, pensei "O estrangeiro parece uma história muito boa, mas não posso nem pensar em ler nenhum desses dois agora."

Ambos traziam a ressalva de que se lidos por pessoas sensíveis, essas teriam dificuldade.
É, não é leitura pra mim nesse momento.

Devolvi ambos e pincei outros dois títulos que me chamaram a atenção.
"O lobo da estepe".
"O grande Gatsby".

A história de O lobo da estepe foi absurdamente sedutora, não consegui pensar em outra coisa.
Lembro de ler a sinopse do outro livro, só pra cumprir o protocolo, por assim dizer, mas mal prestei atenção, pois só tinha em mente o quanto a história do lobo da estepe era a minha história.

Nem cheguei a devolver o outro livro à estante.
Já comecei a devorar o escolhido.


Incrível.

Quando pensei ter lido mais de 100 páginas, não haviam sido nem 50.
É muito conteúdo, muita reflexão.
Ele me devora.

E quando tive a brilhante ideia de destacar trechos como fiz com Misto Quente, me pego quase que transferindo todo o livro.

To curtindo!


27.1.11

Chorei...

Quando tudo explodiu.

Quando algo bateu aqui dentro (meu coração?) e a única resposta foi um eco.
Enorme.


Um vazio enorme.




Vou cuidar pra que ele não bata de novo tão cedo.
Ouví-lo é constrangedor...

Férias acabando

Cervejinha em casa com a família.

Sair pra ver o céu com meu irmão e 2 amigos. (Pâmela e Thales)
Telescópio e o meio do nada. ("Céu")

Saldo: 14 estrelas cadentes, 1 lua e 1 Saturno.

Fora as que eu perdi de bobeira!


E de madrugada, ainda encontrei o bolo de chocolate que nem lembrava que tinha feito!
Um presente! haha

Dormi bem tarde.

(...)


Acordei há um tempo, mas ainda não saí do quarto.
Minha tia está aqui em casa e deve pensar que eu sou uma vagabunda que dorme até as 16h.


A Univás ligou....
Dois dias de atraso...
Não recebi a notícia que eu queria, mas pelo menos a espera terminou.

E se eu conseguisse ficar sem comer, ficaria aqui fechada por muito mais tempo.

Ameaçou chover, mas parou. Seria perfeito demais pra ser verdade...

(...)


Parece que minha tia foi embora.
Vou sair do quarto e começar o processo de virar gente.

23.1.11

"Tia Maria" (luto)

Mãe é mãe, né.
Apoia os filhos e a família toda.
Por isso, os filhos estão sempre prontos pra defendê-la e apoiá-la também.

Mas parece que chega uma etapa que os filhos deixam de ser filhos.
Mesmo que não tenham constituído sua própria família, eles crescem e se sentem no direito de não precisar mais ficar sob as asas da mãe, e vão além, até negando essa proteção que antes era tão valiosa.

O tempo passa e eu começo a deixar sobressair cada vez mais meu lado mãe, sem deixar de ser racional, acabando por fazer papel de conciliadora, usando a razão e o coração pra transitar nesse terreno de batalha entre meu pai e minha mãe.
Meu irmão deixa transparecer cada vez mais o lado pai, sem tomar partido da minha mãe quando ela claramente precisa e dando mais atenção aos momentos divertidos do que aos de dor, onde as pessoas realmente precisam do nosso ombro.

Isso me deixa furiosa, e hoje eu deixei escapar algumas coisas que eu estava engolindo há muito tempo.
(...)
- A Rosely só foi embora, pra fazer almoço pra família que tá vindo de fora, porque não cabe todo mundo na casa da Tia Maria.
- Ah, Meiry! Mas esse povo tem que se tocar também numa hora dessas! Vai comer fora, se vira, em vez de ficar dando trabalho. Imagina num casamento, todo mundo almoçando na casa da noiva.

- Pai! Dá pra parar de ser insensível? O povo tá triste! Ninguém tá raciocinando! Agora presta atenção no que você fez! Comparando o velório com casamento! Respeita um pouco!
(...)



(...)
- Você tem que ser mais maduro. A vida não é só diversão não.
- Que que isso tem a ver?
- É muito homem pra sair de madrugada e quase levar um tiro, mas não é pra levar a mamãe num velório.
- Ah, que que você tá falando? Não, vem cá, agora fala.
- A vida não é só acender um cigarro não.
- Pff.......


Me tranquei no quarto.
Daqui a pouco ele sai de casa mesmo.


Falando em daqui a pouco, meu pai vai chegar e com certeza vir me encher o saco.
Vai querer apresentar a réplica pra toda crítica que fiz a ele no calor do momento.
E vai ser um saco.


E mais tarde vai rolar o enterro.
Quando minha mãe voltar, vai precisar de um pouco de paz.
Ela vai chegar profundamente triste.
Eu realmente espero que o povo aqui colabore.

Seus frios insensíveis filhos da puta.

21.1.11

Saudade é não saber.

Não saber mais se ele continua se gripando no inverno, se ela continua clareando o cabelo, se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu, se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando. Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer. (Martha Medeiros)




Ok.
Agora alguém me diz o que é o tédio, a decepção, o amor, a rejeição, o ódio, o desprezo.....

19.1.11

FOREVER ALONE

Mentira, por nenhum dia mais.
Quando eu pisar no apartamento de novo, talvez eu tenha só algumas horas de privacidade antes da Kenia chegar com a mudança.
Ou talvez não.
Vai que ela chega antes de mim no sábado...

De qualquer forma, vai sobrar uma graninha no bolso do meu pai, e isso é ótimo!





*****************************************
Atualizando: 3 dias depois ela me ligou e disse que foi chamada pra fazer residência em Juiz de Fora.
Thaís = Forever alone mesmo.

18.1.11

Como a minha cabeça funciona.

Comi uma maçã.
Ainda estou com fome.
Tenho 2 opções de comida: bolacha de maizena com margarina ou pão recheado com calabresa.

Além disso, tenho que tomar o máximo possível de leite pra não sobrar muito, já que estou indo embora amanhã.
Então, hoje vou tomar um copo além do que tomei no café da manhã, coisa que não costumo fazer.

Eu comeria as bolachas de maizena com margarina agora, porque é um lanche levinho e é só pra matar o restinho de fome que a maçã deixou.
Então, à noite, eu comeria o pão recheado com calabresa.

Maaaaaas, o pão com calabresa não combina com leite, e eu não quero tomar leite agora porque comi maçã e fica estranho.

Logo, vou comer o pão com calabresa agora e as bolachinhas com leite a noite.
Pronto.





E é sempre assim.
Pras refeições, pra organizar meu tempo, roupas, tudo.

12.1.11

Hoje eu acordei chorando.

É assustador o quanto um sonho pode ser forte.
E o quanto o amor que sinto pelos meus pais e irmão é gigantesco.
"Sabe filha, eu te amo como um touro."

E só de lembrar já choro de novo.

Eu nunca mais quero te ver tão frágil pai, mas quando eu ver, vou estar aqui pra te cuidar, eu prometo.
E o Gui vai se cuidar mais também.

Completamente injusto morrer por estar no lugar errado e na hora errada.

11.1.11

Ah !

Lembrei que meu irmão está viajando.
Só pode ser por isso que minha mãe está estressada.


"O Gui viajou né?"
"Contra a minha vontade, né?! Hoje de manhã eu dei uma chamada no Gabriel e no Diogo, e bla bla bla..............."



Menos mal.
Não é comigo.

Terça? Não faço a menor ideia...

Hoje tive um sonho estranho.
Confuso.
O cenário, as pessoas, tudo mudava muito, mas era sempre eu com a mesma sensação ruim.

Acordei me sentindo mal, principalmente porque já passava das 15h.
Quando vi que não tinha ninguém em casa, me senti ainda pior.
Minha mãe parecia estar dormindo.
Ainda? Claro que não.

Isso me fez imaginar que ela deve ter acordado mais cedo, feito bastante coisa em casa já, almoçado e depois deitado pra descansar um pouco.
E eu estava dormindo ainda.

Fui tomar café.
Minha mãe acordou, passou por mim e respondeu com um grunhido ao meu bom dia baixinho.

Terminei de tomar café, ela estava lá fora pendurando roupa no varal.
Fui ajudar, seria um bom momento pra uma conversa.

Eu estava pegando uma peça de roupa, ela se aproximou, eu perguntei "Você tá mal comigo?"
Ela fez cara de indiferença, como quem não quer papo mesmo.
Eu dei de pegar outra peça de roupa, esperando uma resposta, ela pegou a que já estava na minha mão "Dá licença, vai."

Me senti um lixo.
Foi igualzinho ao sonho que tive com o Rodrigo.
Sozinha.
Só que não tinha ninguém pra sentir dó de mim ali.
Ninguém pra querer ser meu mundo.

Eu ia dizer a ela que tive um sonho ruim.
Onde todos me evitavam, estavam bravos comigo, decepcionados.
Parece que eu estava fazendo tudo errado, tomando as piores decisões, sem pensar neles.
Ninguém queria saber de mim.

Mas, nem tive oportunidade de abrir a boca e recebi um "Dá licença".


Sem nem pensar, fiz imediatamente o que ela pediu.
Entreguei a roupa e entrei.
Lavei a louça, era o mínimo que eu podia fazer.

Ela agradeceu.

Vim pro quarto.
Queria arrumá-lo e ouvir música.
Ea me chamou umas 2 vezes lá na sala pra mostrar algo na TV.
Coisas que me davam vontade de comentar, mas eu não tinha a menor vontade de abrir a boca.
Me obriguei a fazer isso!
"Vamos, Thaís. Dê o primeiro passo. Chega de ser assim. Acho que não vai doer. Acho."

Foi mais fácil quando eu fiz um comentário que ela mal respondeu.
Se ela se empolgasse demais, eu me arrependeria.
Não sei porque estou assim ultimamente.
Só sei que seria assim.

Voltei pro quarto.

Vou arrumá-lo e talvez limpá-lo também.
Estou com uma imagem dele em mente, espero que ele fique assim até a noite.




Quero comprar um carro.
Pelas minhas contas, talvez role dentro de uns 3 anos.





*postando ao som de Pato Fu - Canção pra você viver mais
Pato Fu - Espero
Pato Fu - Agridoce

10.1.11

Limpa há uns 2 dias.

A minha capacidade de não pensar naquilo que não quero está sendo incrível, INCRÍVEL!
Estou de parabéns!

Frase legal

Me ame quando eu menos merecer, porque é quando eu mais vou precisar!

9.1.11

Dogs

Sítio do Seu Brás.
Tá com um monte de cachorro lá.
O xodó de todo mundo foi o tal "Toró", um labrador filhotão de 3 meses apenas, e com a maior patona linda!
Mas eu adorei todos.
E ficamos brincando de jogar latinha e buscar.
Lindos!

Claro que eu dei um nominho especial pra cada um.
Odeio chamar alguém igual a todo mundo.
Gosto de particularizar! hehe


Patão


Lobinho



Policial





Um lugar sem cachorros é meio vazio.
E grandões assim! *--*
Melhor ainda!

7.1.11

CADÊ AS PESSOAS INTERESSANTES?

Cadê?
Devem estar cada uma em seus respectivos computadores, já que eu não pressinto a menor chance de encontrá-las por aí.


E já passou da hora de tirar da minha cabeça que aquilo era uma pessoa interessante.
Porque não era.
Ouviu, Thaís?

6.1.11

Sonhos perturbadores

Que droga de sonho foi esse?
Que droga! Que droga!

Tinha necrofilia no primeiro sonho, e ainda assim foi tranquilo.
Achei até estranho ter acordado, tomado água e voltado a dormir sem nenhuma perturbação.
Mas sonhar com ELE? De novo?
Assim não dá mesmo.

E já esqueci todo a outra meia hora de sonho.
Porque os seus cinco minutos fazem isso comigo?


"Era como se fosse um rancho. Mas muito, muito chique.
Cheio de lojas de montanhismo, turismo de aventura, etc.
Ainda haviam algumas áreas rústicas preservadas, e eu olhava praquele lugar e via como ele era no passado. Tudo diferente.
Era como se eu tivesse 100 anos e vivido toda aquela transformação.
A gente passeava pelo local e eu contava pras pessoas como ele era no passado.
Tinham duas meninas, não consigo me lembrar quem eram... antes estava tão claro... será que eram elas? Não é possível né...
Lembro também de gritar e chingar muito meu irmão porque ele tirou o tênis da minha mochila e deixou pra fora. Fiquei revoltada. Podia entrar formiga, aranha.

E lembro quando a gente foi pro local conhecido como Pedra Aguda.
Todos os meus (antigos?) amigos ali sentados, agurdando o que ia acontecer (o que ia acontecer?).
Olho pra baixo, em frente às minhas pernas, sentado um garoto que eu nunca vi entre eles.
Cabelo mal tingido e muito feio de cor ruiva.
Ele parecia me ouvir cumprimentar todo mundo, mas não se virou pra falar comigo.
Como se já me conhecesse e estivesse esperando.
Achei estranho. Como não o conhecia também, passei por ele e sentei junto aos outros.

Aconteceu algo engraçado.
Comecei a conversar e rir com o Paulinho.
Eu contei um relato de outro sonho que tive, misturando dois trechos.
"A última vez que estive aqui, eu quase caí. Rolou a maior vertigem. Eu fui olhar lá pra baixo, meu corpo pesou, eu comecei a dar quase uma cambalhota. Mas não cai, hehe.".
A gente estava se divertindo, quando de relance, eu vi o rosto do garoto estranho, sentado ao lado do Paulinho.

Era ele.
Céus, como estava mudado.
Eu, sem conseguir disfarçar a surpresa, o cumprimentei envergonhada e animada.
Ele estava muito constrangido.

Nos primeiros segundos, nada de novo.
Até que eu tive que me desculpar.
"É que você está tão diferente. Nossa, você mudou muito!"
De repente, o rosto dele se fechou, ele ficou muito bravo e começou a agir como quem fosse gritar muito alto. Ele estava revoltado com as minhas palavras.
"Não tem nada a ver com meu nome. NÃO TEM NADA A VER COM MEU NOME."

Ele estava quase fora de controle, e no mesmo segundo eu percebi que o que ele queria me dizer era que eu estava me esquecendo de quem ele era de verdade, do coração dele.
E então, foi como se eu tivesse balançado a cabeça e ele estava ali de novo.
O de sempre.
Sem mudanças.
Acho que lembro de ter olhado muito fundo nos olhos e enxergado aquela inocência, aquele encanto que sempre me derrubou.
Que arma.

Eu tentei acalmá-lo pedindo desculpas, dizendo que sabia.
Ele automaticamente pendeu o corpo pro meu lado e eu acolhi, a cabeça repousando no meu peito enquanto eu afagava seus cabelos.
Ele já respirava melhor.
Eu tinha o acalmado.
Isso me fez sentir que eu tenho um poder imenso sobre ele, que eu era a única que podia ajudá-lo naquele momento, e isso me fez sentir bem.
Será que ele sabe dessa minha necessidade de ser útil?
Isso foi golpe baixo!!!
De certo modo, fiquei revoltada comigo mesma.
"To caindo na armadilha dele!"
Ah, mas era tão irresistível...
Quem não cairia? Ou será que só funciona comigo?

Ele levantou a cabeça pra olhar pra mim.
Eu já não conseguia disfarçar. Retribui o olhar, sentia que ele queria dizer algo importante agora, depois do que tinha acontecido.
Ele simplesmente me beijou!
Eu tentei evitar, mas ele segurou meu rosto e fez isso de novo.
E parecia não se importar com o que eu estava pensando!
Quando mais eu me virava, mais feliz ele ficava, parecia um jogo.
Decidi ceder, eu parecia não ter mais opções.

E então, aliviado, ele me beijou uma, duas três vezes, talvez mais.
Eu de olhos abertos assistindo aquilo, pensando quando iria acabar.
Ele tinha um sorriso inexplicável nos olhos.
Dava pra ver mesmo que eles estivessem fechados.

Depois, ainda segurando meu rosto, ele olhou bem pra mim, estava tão satisfeito.
Parecia que tinha recuperado algo que perdeu há muito tempo.

Nessa hora eu pensei se as coisas tinham ficado bem explicadas há 9 meses atrás, quando tudo acabou.
Não importa. Nada parecia explicável nesse momento.

Estávamos todos ali, juntos, e ele me beijou sem parar na frente de todos.
"Isso vai ter uma consequência enorme", pensei.
E agora, como as coisas ficam?
A gente volta, e tudo o que lutei pra esquecer terá sido inútil?
Quando caí, a força imensa que fiz pra levantar, terá sido em vão?

Eu olhava pra ele, tentando continuar madura.
"A gente tem que conversar em outro lugar."
Mas ele estava tão feliz com tudo, não estava dando a mínima pro que eu falava.

E antes que eu pudesse pensar em sugerir mais alguma outra coisa, ele começou a falar ali mesmo.
E o mais estranho, foi que ele não falava de nós. Ele só falava dele.
Como se esse grito de socorro tivesse permanecido calado por todo esse tempo, mas agora ele explodiu.

Falou da UNIFEI, de como estava indo mal, de como estava perdido em todos os aspectos, das burradas que ele comumente fazia, e continuava fazendo, mas nada disso já não fazia bem pra ele. Ele não tinha mais amigos. Tinha virado um crianção insuportável.

Mas o que mais me machucou, foi quando ele começou a falar de sua rejeição dentro de casa.
A essa altura, era como se a gente já não estivesse no meio de todo mundo, estávamos sozinhos, caminhando.
Ele beirava o choro, dizendo que sua mãe já não queria mais saber dele.
"Eu já tenho meus problemas, e agora você vem com os seus? Você costumava ter pra quem correr, não é? O que fez com tudo aquilo? Jogou fora? Agora o problema não é meu.".

Aquilo me machucou tanto.
Em questão de segundos, me coloquei no lugar dele, pensei em como eu escondo de todos os meus problemas, mas também explodo às vezes, e ainda assim, minha mãe muitas vezes estava lá, pronta pra me ouvir. E aquilo me fazia tão bem. Mesmo que não fosse hábito, era bom ter um refúgio às vezes.
E ele não tinha.

Quis me tornar o mundo pra ele no mesmo instante.
Quis pegá-lo no colo, ser a única ali pra ele.
Satisfazer toda aquela carência que ele tinha.
Era quase um sentimento de vingança, porque ele sabia que eu queria ser só dele e estava fazendo isso direitinho.
Então eu queria pegar o ponto fraco dele, ali naquele momento, e fazer com que o mundo dele se resumisse só a mim agora.
Ele teria que escolher entre me amar e me querer pra sempre ou voltar pro fundo do poço.

Essa frieza estava viva em mim no sonho.
Eu parecia disposta a realmente fazê-lo escolher.
Sentia que era minha única defesa depois dele ter jogado tão baixo comigo.
Ele sabia que falar só de si mesmo, mostrar que a vida dele estava pior, seria suficiente pra despertar em mim uma vontade comensal de voltar para ela e tentar consertá-la.
E antes, ele teve o cuidado de fazer uma demonstração de como eu era eficiente nesse aspecto.

Foi quando ele levou um cigarro a boca.
Nem percebi que ele estava fumando.
Minha cabeça parecia estar mesmo a mil.
Na mesma hora, interrompi o gesto dele de modo que ele não chegou a dar uma tragada.
Ele entendeu e pareceu ter gostado de tal proteção.
Eu ia jogar fora e dizer algo do tipo "Você sabe que não precisa disso".
Mas meu gesto o interrompendo já tinha deixado aquilo muito claro, e eu não sabia até quando estaria por perto pra jogar seus cigarros fora.
Achei que o melhor era que ele fizesse aquilo.
Fiquei esperando, ele pareceu entender, mas esperou também, como se quisesse motivação.
Dei um sinal de cabeça pra ele e ele jogou o cigarro longe."



Depois disso, já não lembro de mais nada.
Não sei nem se acordei, ou continuei sonhando.
Só sei que ficou essa sensação no ar de quem está esperando uma resposta, uma decisão ser a tomada.



Será que tá na hora de parar de ser racional?




Ou minha última atitude é que foi emotiva demais?
Fazer o que fiz, foi o mesmo que ter jogado tudo fora no sonho.
Só que fiz isso na vida real.
DROGA!
Me sinto forte pra agir assim só por causa do sonho.
Não vou ter esse sonho todo dia.
A vida real vai continuar, eu vou me arrepende tanto.
Espero não ter feito uma merda maior do que eu consigo limpar.
Pra isso, vou precisar muito da ajuda dele.
E é exatamente por isso que tenho medo de não conseguir.



Sabe, acho que preciso urgentemente tentar dormir de novo.

5.1.11

De novo.

Acho que é a terceira ou quarta vez que abro o blog pra postar e desisto.
Tá cada vez mais difícil falar, explicar.
Credo.

Me peguei pensando em voce..

Sempre achei o texto dessa comunidade uma graça!
Mas, de fato, já não tenho mais motivos para dela participar.
Pra não perder o textinho, posto aqui:




Me peguei pensando em voce..

"Você já parou para pensar que, neste momento, tem alguém pensando em você de um jeito que você nem imagina, mas que, se soubesse, você iria gostar muito?

Sendo que a vida passa tão rapidamente! Já estamos em agosto. Outro dia, era junho, mas o ano era o passado.

E já pensou estar com 80 anos e só então ficar sabendo que alguém legal pensou em você a vida toda, sendo que, se tivesse ficado sabendo antes, bem antes, você poderia ter passado a vida com ela?

Mas, enfim, as coisas acontecem como têm de acontecer"

1.1.11

Rasteira

É quando uma notícia ou situação te pega desprevinida.
Então, digo que levei uma rasteira.

Mas, especificamente, só considero duas coisas como verdadeiras rasteiras.
Aquela que me pára e derruba mesmo.

As outras coisas são tentativas de rasteira, o que não deixa de assustar.

Levo uma rasteira quando começa "Guns N'Roses - Sweet Child O'Mine". ♫
Posso estar onde for, fazendo o que for... PAH!
Levo uma rasteira.
Tenho que sentir a queda, olhar em volta, me apoiar no chão e levantar de novo.


O outro caso é quando recebo notícias dele.
Que raios de sentimento é esse que me faz querer nunca mais vê-lo pintado nem de ouro?
Sei que não é ódio.
Droga!

Mas se for... droga!
Que não seja como o livro disse: "O ódio é um sentimento apaixonado".

Em 2 dias, já me peguei várias vezes pensando em como seria pegâ-lo pelo ombro, dar umas chacoalhadas, dizer poucas e boas e dar uns tapas ou murros.
É.

Suma da minha vida.





Mas, por favor, sobreviva.


Não vá fazer nenhuma merda, seu imbecil.
Eu te conheço bem.
Você vive fazendo merda.


E se for fazer, faça sozinho, droga!
Deixe meu irmão em paz.


Porque se eu souber que você estava envolvido...
Depois do que eu fizer, você não vai querer olhar pra minha cara nunca mais!