29.11.12

A vida é (sempre foi) aqui fora

Muito interessante essa coisa de ficar sem internet em casa.
Agora todo dia quando ligo o computador, olho pra ele vejo que ele não passa de uma caixinha limitada de coisas "animadas" por algum cérebro gênio.
E não as portas e janelas para o mundo social!
Que estupidez!

Academicamente está fazendo bastante falta, não nego.
Mas enquanto ainda tenho o celular pra fazer contato com aqueles que me importam, o computador é residual.

27.11.12

Hora de gastar comigo

Presenteei bastante pessoas queridas esse ano.
Agora é a minha vez!

Lá vamos nós pra listinha:

01. Ursinho de pelúcia de leão ou tigre (R$35 a R$45)
02. Impressão de fotos (família, amigos e Bruno - R$?)
OK! 03. Mural pra fotos e recados (placa de isopor - R$1,50; papéis - R$1,00)
04. Brincos (R$20)
OK! 05. Planta carnívora pequena (R$5)
06. ____________________________________

30.10.12

Drama

Veja só: minha mente tem a enorme capacidade de criar desfechos tão terríveis quando está em dúvida, que de algumas coisas eu sinceramente prefiro ter logo a certeza.

Em 90% dos casos, o resultado não é nem de longe tão ruim quanto eu imaginei.


Sendo assim, pra parar de ser boba, determino que o meu raciocínio criativo permaneça temporariamente suspenso por força maior!

Cumpra-se.

Tão próximos...

Vamos nos perder.
Não consigo imaginar outro cruel destino que não a gente se perdendo.

Armadilhas cotidianas, roubadelas da rotina, desvios diários.
E, de repente... "Qual era o projeto dele para o fim da faculdade mesmo?"
"Qual a cor que ela odiava usar mesmo?"
"Por que não vimos aquele filme aquele dia?"
"Por que ela prefere kibe com limão, e não com catchup?"

E aquela coluna de metal, que um dia foi testemunha do começo de tudo, no começo do fim vai se tornar a promotora, acusadora, apontadora de tudo o que estaremos deixando ir...
Todas as risadas compartilhadas, músicas que nos embalaram, filmes vistos, viagens que não foram feitas...

E depois, vai virar apenas mais uma coluna.
Estática e fria.
Imparcial, indiferente, intocada e esquecida.

E ainda depois, junto com ela, viraremos outras duas colunas.

Duas colunas que se esqueceram dos planos, dos olhos, do toque tão próximo, tão próximo...
Da vontade que nos uniam, das teimosias que... nos uniam.
Da incompreensão que, pacientemente, procurava compreender.
Da intolerância que, insistentemente, tentava suportar.
Por que valia a pena.

Aquela fôrma mágica, aquela peça única que nós dois formávamos quando estávamos juntos, de onde saiam ideias brilhantes, projetos ousados, desejos recíprocos... vai se desvencilhar, se decompor.

E a jornada solitária em busca do preenchimento do vazio vai se iniciar.
Tão assustadora no início.
Toda cheia de inseguranças e apontamentos duvidosos.
Os riscos, os medos, os traumas. Tão próximos, tão próximos...


Às vezes vai bater a saudade.
Do beijo, do corpo, do abraço.
Dos dedos que, curiosos, percorriam cada centímetro do corpo como se fosse a primeira vez!
E se entrelaçavam forte, como quem dizia: "Você não vai a lugar nenhum, a não ser que eu vá junto!"
A voz que passou a ser como um cobertor para os dias frios.
A risada que sempre foi um sinal de alívio. "Ufa. Está tudo tão bem."
Mas muito mais da parceria.
Da certeza de ter com quem contar quando tudo ruir.
De ter com quem rir quando tudo fluir.
Ter para onde correr quando o mundo acabar!

A saudade de dizer e ouvir "É... até que a gente se dá bem!"

Um filme que eu já vi.



E agora me pego pensando:
Será que oito é mesmo bastante?

Oito é tão pouco...

Com tanto ainda pra se viver, pra descobrir, pra se encantar!
Oito apenas?

O que seria das mãos sem os polegares?
Apenas 8 dedos.
Que nada poderiam pinçar...

E a vida afora pronta para ser agarrada!

Nada de oito!
Vamos dar as mãos e ser vinte!
Vamos abraçar o mundo!
Vamos seguir em frente!

Tão próximos, tão próximos...

É só o que eu desejo...
Não dois distintos...
Mas tão próximos até que se tornem um apenas!

4.10.12

Sopro

Uma ausência que não é real.
Porque perdemos tempo sofrendo com o que não existe?
Antecipação.
Ansiedade.
NÃO.


Só respire.

Não ligue pra esses lábios que não sabem se tremem, se mordem, se calam; pensando no sorriso que antecede o beijo, e que agora vai ficar longe, tão longe...


E a lembrança dos olhos ainda pode ser o olhar. Aquele voltado pra você, que te suga até a alma, te furta e te conquista! Arrepio!

Esse olhar ainda não é alheio..
De onde vem essa ideia?


O pulso macio encaixa perfeitamente nas palma da sua mão, e você pode entrelaçá-lo com os dedos agora.

A voz continua perto, um sussurro ao pé do ouvido.
Palavras quentes que abrem os olhos cerrados num susto!
Aquele suspiro que não dá pra segurar, você pode soltá-lo sem medo!
Ele vai pegá-lo. e vai saber muito bem o que fazer com ele.

Vai guardar num lugar seguro...
O acesso é restrito.
E ele o visita sempre que dá saudade.

E lá ele dança com você, e te abraça, e te segura.
Você não vai muito longe, menininha...
Quem deixaria?


Então esses olhos quentes, que ainda não lacrimejam, já podem afastar essa agonia.
De onde ela vem?
Não há motivo...
Não há motivo...

Você é uma menina muito confusa.
Abre o guarda-roupa e lá dentro joga a roupa suja porque está confusa...
Por que está confusa?


1.10.12

Hoje eu não quero papo...

Só com quem conseguir entender o que é estar há mais de 2 anos e meio fora de casa, das pessoas que gosta, dos programas, dos lugares familiares na cidade...

Eu quero férias, quero minha casa, quero deitar no sofá da sala pra ver TV e ficar ouvindo a voz da minha mãe conversando ao telefone com alguém em outro cômodo.
Ouvir meu pai chegando e se sentando pra trabalhar na mesa da sala de jantar....

Quero aquele convite, aquela pergunta, aquela novidade, qualquer coisa que me desvie o pensamento das coisas ruins que gostam de me visitar por aqui...

"Vamos na padaria comigo?"
"Vamos na sua avó comigo?"
"Vamos na sua tia rapidinho?"
"Thaís, põe na Discovery!"
"E aí, fiota, tudo bem?"


Essas coisas consideradas pequenas, as pessoas não percebem o seu valor, mas elas me fazem tanta falta...


E me vejo saindo as 8:00h e só voltando às 19:00h, mas nem tão produtivo como parece...

São contratempos, pedras no caminho, coisinhas pequenas que vem atrapalhar o andamento cotidiano e contribuir pra que aqielas outras coisas consideradas pequenas fiquem cada vez mais gigantes...


O privilégio de ouvir a voz e olhar nos olhos das pessoas que você gosta, todos os dias, isso não me pertence mais...

Enquanto estou aqui em Pouso Alegre, seguro as pontas lembrando de que é temporário.
Vai passar e eu vou proporcionar uma alegria enorme a eles.


E isso vai significar tanto...

30.9.12

Enfim...

O que fazer com essa vontade de sumir?
Essa vontade de fazer as malas, ser outra pessoa, ver coisa nova.
Voar.


O que fazer com as pessoas possessivas, incompreensivas, indispostas?
Carrascas.

O que fazer com a faculdade?
E, o pior, o que fazer com o fim da faculdade?

O que fazer com os amigos, com a distância?
O que fazer com a cobrança? Com a injustiça, as agulhadas?

O que fazer com as viagens, com o relógio, a estrada?

O que fazer com a frustração, com o desprezo, a perda e o isolamento?

O que fazer com as novas ideias que, covardes, nascem e morrem apenas ideias...?

O que fazer com a fome? O que fazer com a neura? O que fazer com a paranoia?

O que a gente faz com a saúde? E essa montanha-russa?

O que a gente faz com o tempo? E as tarefas? E a falta de trégua?


Fazer as malas? Fazer as pazes? Fazer bico?

O que fazer com os contratempos?
E as trombadas? As rasteiras?

Fazer um bolo?

Fazer nada?




Ah, passar margarina e comer com pão...
Depois defecar e dar descarga.

27.8.12

Há algo que jamais se esclareceu...

... onde foi exatamente que larguei naquele dia mesmo o leão que eu sempre cavalguei.
Lá mesmo esqueci que o destino sempre me quis só.
Num deserto sem saudades, sem remorso, só.
Sem amarras, barco embriagado ao mar.