Só com quem conseguir entender o que é estar há mais de 2 anos e meio fora de casa, das pessoas que gosta, dos programas, dos lugares familiares na cidade...
Eu quero férias, quero minha casa, quero deitar no sofá da sala pra ver TV e ficar ouvindo a voz da minha mãe conversando ao telefone com alguém em outro cômodo.
Ouvir meu pai chegando e se sentando pra trabalhar na mesa da sala de jantar....
Quero aquele convite, aquela pergunta, aquela novidade, qualquer coisa que me desvie o pensamento das coisas ruins que gostam de me visitar por aqui...
"Vamos na padaria comigo?"
"Vamos na sua avó comigo?"
"Vamos na sua tia rapidinho?"
"Thaís, põe na Discovery!"
"E aí, fiota, tudo bem?"
Essas coisas consideradas pequenas, as pessoas não percebem o seu valor, mas elas me fazem tanta falta...
E me vejo saindo as 8:00h e só voltando às 19:00h, mas nem tão produtivo como parece...
São contratempos, pedras no caminho, coisinhas pequenas que vem atrapalhar o andamento cotidiano e contribuir pra que aqielas outras coisas consideradas pequenas fiquem cada vez mais gigantes...
O privilégio de ouvir a voz e olhar nos olhos das pessoas que você gosta, todos os dias, isso não me pertence mais...
Enquanto estou aqui em Pouso Alegre, seguro as pontas lembrando de que é temporário.
Vai passar e eu vou proporcionar uma alegria enorme a eles.
E isso vai significar tanto...
Há 6 dias

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