Provável que essa pergunta seja cretina demais pra ser levada a sério. Não faremos apenas uma única constatação difícil na vida. Acredito que faremos diversas, de acordo com os diferentes momentos e contextos que vivemos.
Era domingo, o dia estava lindo e Mariazinha sentia-se cheia de vida.
Porém, nada que fizesse iria lhe satisfazer.
Nada era suficiente.
Foi então que Mariazinha cruzou o portal, aquele que desacelera todas as frases que giram pela sua cabeça. Com os pensamentos mais lentos, Mariazinha conseguia agora observar cada um deles. E ficou assim por muito tempo, como quem monta um quebra-cabeça, buscando cada peça no leito de um rio. Organizando-os fez uma triste constatação: queria viver noutro tempo. Um tempo conhecido e seguro. Queria viver no passado. Queria viajar no tempo?
Ora, Mariazinha. Mas isso é ridículo. É ridículo porque é impossível!
Duvidamos ainda de tanta coisa que ignoramos, mas, se há uma verdade absoluta, é a de que o tempo não para e nem volta.
Ora, Mariazinha. Mas isso é ridículo. É ridículo porque é impossível!
Duvidamos ainda de tanta coisa que ignoramos, mas, se há uma verdade absoluta, é a de que o tempo não para e nem volta.
Nem sequer se reproduz, eu ouso dizer! Pois uma vez que ele tenha impresso em ti seus efeitos, haverá sempre uma marca que você levará pra onde - ou quando - quer que você vá.
Você pode até usar das suas bruxarias pra manipular o tempo, aumentar ou diminuir a velocidade com que ele passa... Mas você sabe que é incapaz de fazê-lo voltar, porque você sempre levará o presente pra qualquer lugar onde esteja, inclusive no passado.
Desejar irracionalmente o impossível, sim, é tão ruim quanto parece.
É querer o que você não queria querer.

Nenhum comentário:
Postar um comentário