26.8.11

"Remember"

Conforme registros nesse blog, última vez que sonhei com ele foi dia 11/julho.
Não faz tanto tempo.
Isso me assusta!
Foi parecido com um outro que tive no começo do ano.


Não lembro o desenrolar do sonho.
Parece que tudo já estava fadado a chegar àquele ponto.

Só o que lembro é de me encontrar com ele, não trocar nem meia duzia de palavras.
Nada mais normal pra quem não se fala a tanto tempo e não parece disposto a mudar isso.

Então ele pegou uma ponta no chão (cigarro, "paiero" ou maconha?), tirou um isqueiro do bolso e começou a acender.

Eu cheguei bem pertinho dele, talvez nossas testas tenham se colado, e fiquei observando.
Quando ele tentava acender, eu assoprava de levinho, como quem não quer apagar uma vela, mas só fazer o fogo tremular.

Isso o fez rir.
Ele tentou mais uma vez e eu procedi da mesma forma.
Ri um pouco também.

E assim ele tentava, só pra me ver fazer soprar o fogo.

Porque ele gosta tanto de ver o quanto eu me preocupo com ele?
E porque eu quis tanto cuidar dele?

Foi inevitável.
Ele desistiu de acender a ponta.
Ele já tinha conseguido o que queria.
Eu estava presa de novo.

E um beijo começou.
Bem tímido, típico de quem já sabe se beijar muito bem, mas não faz isso a tanto tempo que se aproxima com aquela cautela de quem não quer que nada saia errado. Não sabe se é a última vez que terá essa chance...


Antes que as coisas piorassem, eu acordei.




Será mesmo um sinal de que aquele muleke é tão imbecil que eu vou ter que ficar em cima dele pro resto da vida?
Quando eu disse que ele não podia ficar sozinho, senão faria muita merda, eu tinha toda a razão mesmo.


Mas eu vou ter que ficar cuidando de revoltadinho em sonho agora?



Com licença.

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