Eu precisava devorar um.
Não.
Eu precisava ser devorada!
Fui ferozmente até a estante, mirei aquele trecho de coleção (Mestres da Literatura Contemporânea) e peguei os dois títulos mais breves.
"O amante".
"O estrangeiro".
Assim que li sobre a história dos dois, pensei "O estrangeiro parece uma história muito boa, mas não posso nem pensar em ler nenhum desses dois agora."
Ambos traziam a ressalva de que se lidos por pessoas sensíveis, essas teriam dificuldade.
É, não é leitura pra mim nesse momento.
Devolvi ambos e pincei outros dois títulos que me chamaram a atenção.
"O lobo da estepe".
"O grande Gatsby".
A história de O lobo da estepe foi absurdamente sedutora, não consegui pensar em outra coisa.
Lembro de ler a sinopse do outro livro, só pra cumprir o protocolo, por assim dizer, mas mal prestei atenção, pois só tinha em mente o quanto a história do lobo da estepe era a minha história.
Nem cheguei a devolver o outro livro à estante.
Já comecei a devorar o escolhido.
Incrível.
Quando pensei ter lido mais de 100 páginas, não haviam sido nem 50.
É muito conteúdo, muita reflexão.
Ele me devora.
E quando tive a brilhante ideia de destacar trechos como fiz com Misto Quente, me pego quase que transferindo todo o livro.
To curtindo!

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