Ensopada e resfriada.
Mas pelo menos dessa vez foi um motoboy decente!
Ufa!
Essa viagem deu o que falar.
Pra começar, é a primeira vez que venho numa segunda.
Depois de dias num calor infernal, o que já me deixa em péssima situação, resolve cair uma chuva fria, que fez o tempo virar do avesso!
(pelo menos em Itajubá - vide post anterior)
Chegar em Pouso Alegre com chuva não melhora muito as coisas, principalmente se você precisa se expor a ela durante todo o trajeto pra casa.
Demos sorte de não pegar sinal fechado!
Mas voltando para a rodoviária de Itajubá...
Lembro bem de reparar naquele táxi que literalmente subiu na plataforma e a moça saiu correndo e foi em direção aos guichês.
O ônibus estava realmente cheio, dei muita sorte da senhorinha que comprou a 23 ter deixado eu sentar lá.
A moça do táxi também deve ter dado sorte por ter encontrado passagem assim, tão em cima da hora.
Ela só não deu sorte em outro aspecto. Ou deu.
O bagageiro era bem embaixo da minha janela.
O taxista desceu sua bagagem. Uma mala de carrinho e uma de mão.
Enquanto a comissária colocava a mala de carrinho no bagageiro do ônibus, o taxista voltou para seu carro e ficou aguardando.
Eis que chega um "mendigo" (ou não), aparentava embriaguez, pega a mala de mão da moça, olha pra um lado, olha pro outro, dá um passo, dá outro...
E vai indo embora com a mala dela!
A comissária, quando percebeu, voou na mala da moça e os dois começaram a fazer um verdadeiro cabo-de-guerra com a mala, já que o senhor bêbado não soltava de forma alguma!
Aí chegou o segurança da rodoviária (imagino eu), rapaz de colete preto escrito algo que não li, e chama a atenção do cara, que resistiu!
Ficaram os 3 ali discutindo por alguns segundos, até que 2 policiais civis chegaram pra colocar ordem.
A mala estava salva.
Começaram a interrogar o senhor.
Fiquei pensando.
"Tentativa de furto. Crime tentado é quando a execução não atingiu o seu objetivo. Redução de 1/3 a 2/3 da pena. Acho. Teoricamente, deveriam levá-lo à delegacia, registrar queixa e isso vai ficar nos antecedentes dele, a ficha criminal, a "capivara"! Mas aposto que vão só bater um "papinho" com ele e liberá-lo."
Que nada.
Os policiais fizeram o senhor acompanhá-los.
Esse, que estava com narizão empinado discutindo com todos, depois de uns minutos de conversa com os policiais, começou a abaixar a bola, mas pareceu não gostar nadinha de ter que acompanhá-los.
Foi quando uns dos policiais deu aquele tapão no ombro e foi o empurrando como quem diz "O senhor vem comigo por bem ou por mal".
Não vi o fim da história.
Não vi a cara da moça que era a dona da mala.
Não sei nem se ela sabe o que aconteceu.
(...)
Em Santa Rita, surpresa!
A "loira burra" entra no ônibus.
"Tenho que contar essa pra minha mãe!", pensei
"Loira burra" é uma personagem da última ida pra Itajubá, dia em que minha mãe estava aqui em Pouso Alegre comigo e, logo, voltou comigo.
Minha mãe estava sentanda na minha frente e essa mulher sentou-se ao lado dela.
Longa história minha com essa moça.
Ela pegava o nosso micro ônibus às vezes, aquele que eu passei 1 ano e meio viajando pra cá e pra lá.
Ela é ótima. Quando está quieta.
Porque foi só atender o celular pra começar a efusividade.
Que nojo.
"Eu vou comprar o seu preseeeeeeente! ha-ha-ha-ha. Vai ser bêm bonitoooo. Ah, não acredito! É! Eu tirei você! ha-ha-ha-ha"
E do nada, durante a viagem, ela ainda levanta e começa a agachar no corredor, sentar nas outras poltronas, ficar procurando alguma coisa que perdeu.
A piranha de cabelo.
Tava do lado do meu pé.
Mas eu não sabia!
Loira burra.
(...)
Em casa.
Como eu costumo vir domingo no fim da tarde, a noite vou no supermercado e abasteço a geladeira.
Dessa vez foi diferente.
Não tem muita opção.
Vou fazer um arroz à grega e só de pensar, já me dá fome!
Mas a prioridade agora é o sono.
Até!
Há uma semana

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