Ultimamente, descobri umas séria de coisas reveladoras sobre mim.
Descobri que tenho um poder incrível de superação.
Não disse que seja algo imediato. Inclusive, às vezes pode até levar muito tempo.
Mais tempo do que eu gostaria.
Mas quando eu supero, torna-se até perigoso.
Descobri também que quando quero e acredito em algo, posso conseguir.
E isso ainda vai me fazer ir muito longe...
E quanto mais longe for, mais eu vou acreditar em mim mesma, e mais longe eu vou...
Descobri que nada me prende em lugar nenhum.
(vale constar que família não conta! dãã)
A única pessoa que me prendia em Itajubá se perdeu.
E a única coisa que me prende em Pouso Alegre são os estudos.
Fora isso, onde estou? Onde quero estar?
Descobri que nada me prende nesse tempo.
Aliás, na verdade, só uma coisa me prende à minha época: aprender.
Pois o que eu quero mesmo, é que o tempo passe muito rápido.
E essa é uma das coisas mais terríveis a meu respeito: não sou uma pessoa ambiciosa.
Tenho meus projetos, minhas vontades, muitas a longo prazo, mas não tenho a pretensão de ir assim tão longe.
Descobri que quando vivemos cada dia, da forma mais intensa possível, o tempo passa mais rápido.
Por isso, o que eu mais tenho prazer em fazer é acordar cedo e ir pra faculdade todo dia SIM, assistir as aulas da forma mais eficiente que eu puder, passar rápido em casa pra comer, ir pro Fórum a tarde e trabalhar muito, preencher todas as lacunas. E mesmo em casa, no dia que estou muito esgotada, ainda assim gosto de "push myself to the end". Isso é o que eu chamo particularmente de "minha auto-mutilação". Pego o trabalho mais pesado que eu tiver pra fazer e me dou por inteira.
E no fim de tudo, dormir pra acordar e driblar mais um dia...
Por que? Até quando?
Até o fim da faculdade...
Não sei porque, mas tenho comigo a impressão de que tudo se resume a formar.
Quero que cada dia passe mais rápido possível até o dia em que eu me formar, como se depois desse dia fosse acontecer alguma coisa que vá mudar tanto minha vida, que eu teria que sentar por um longo tempo e planejar como vou querer viver a etapa seguinte.
Mas, por enquanto, nessa etapa, é assim que quero viver: rápido.
Se me perguntassem: "Então, se você tivesse uma máquina do tempo, viajaria direto pro futuro, pro fim da faculdade?"
De maneira nenhuma!
Não me vejo chegando lá com a cabeça que tenho hoje.
Tenho muito pra ver ainda, muito a errar, muito pra aprender.
E essa é a missão de cada dia.
E tudo tem seu tempo.
Descobri também que quando estou triste, é bom sair...
Andar pela rua com boa música no fone de ouvido.
Andar, gastar energia, respirar novos ares, ver novas paisagens...
Faz bem pro corpo.
Essa sensação de que as pessoas não fazem a menor idéia do que está passando na minha cabeça me faz sentir superior de certa forma, me faz sentir melhor.
Faz bem pra mente.
Descobri que não tenho ninguém com quem contar para meus projetos a longo prazo.
As várias pessoas que passam na minha cabeça infelizmente não se encaixam nos meus projetos.
E a única pessoa que preenche a maior parte dos requisitos... bom, é inseguro demais pensar que posso contar com ela.
E mesmo que eu pudesse, como não me sentir usada?
Como não sentir que a pessoa só está lá pelo projeto em si, e não por mim?
Descobri mais uma coisa...
Por fim, conclui que se não me prendo a uma pessoa, lugar ou tempo, não preciso mais me preocupar com o fato de sempre me sentir confusa, deslocada onde quer que eu vá, em todas as situações que eu me encontro...
Deve ser por isso que ando sempre tão fora do ar...
Como será que as pessoas me veem?
Há 6 dias

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