
"Ele lhe segurou a mão e ela mal sabia como se pegava na mão de alguém.
Não sabia se pegava na mão inteira, como pegava na mão de suas sobrinhas pequenas para não perde-las em algum lugar cheio, se pegava levemente, se entrelaçava seus dedos entre os dele.
Decidiu ficar com a mão parada e apenas deixar-se segurar.
Foram tomar sorvete e ela achou muito bonito.
Não sabia porque, mas sair com um homem deixava tudo mais bonito. Ela chegava em casa sorrindo pensando que tinha alguém.
Ela não era mais a mesma.
Se perguntava se as pessoas da rua podiam ver, podiam olhar pra ela e falar 'Essa sim tem alguém'. Nossa, fazia tanta diferença ter alguém, como era bom!
Ter alguém é como completar o quebra cabeça com a peça principal que estava faltando.
Era como se quando ela andasse na ruas , mesmo sozinha, houvesse uma sombra a abraçando."

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