Há 2 semanas
29.1.08
28.1.08
Ser forte
Ser forte é tentar te esquecer, mesmo te amando.
É ter que falar com você sem olhar nos seus olhos para não transparecer o meu amor.
É vê-lo com outra e ter que ficar calada.
É não correr para os seus braços e implorar para que fique comigo.
É me contentar com a lembrança do seu carinho.
É não deixar cair uma lágrima sabendo notícias suas.
É ter que ouvir você dizendo que sou uma simples amiga pra você.
É alguém me perguntar "Você ainda gosta dele?" e eu responder que não sinto nada por você,
mesmo que minha vontade seja gritar para o mundo que ainda te amo!
É ter que ouvir você dizer que não me quer mais, mesmo sentindo que sou o teu desejo mais oculto.
Ser forte é chorar escondido e sorrir na sua frente.
É me imaginar com você naquela noite, mesmo sabendo que pra você acabou.
É sonhar com você e acordar descobrindo que tudo não passou de um sonho.
É tentar tirar você da minha cabeça, sabendo que nunca o tirarei do meu coração.
Posso ser muito forte, mas o que me falta é a coragem de lutar pelo seu amor, de me declarar pra você.
Mas na verdade não é pela coragem, e sim porque vejo que és feliz assim.
Ser forte é jogar tudo pro alto, inclusive a minha felicidade para que você seja feliz, mesmo que eu sofra muito com essa tal "felicidade".
27.1.08
T.P.M
POSSO TE DAR UM SOCO ??
Posso ? Posso?
Não?!! Por que ?
Por favor ? Deixe-me fazer isso !!!
Eu preciso muito....
Vai.. só um soquinho!
Eu prometo nem colocar toda a minha força....
Vai ser um daqueles bem no meio do nariz!!!!
Deixa? Deixa?
Siiiiiiiiiiiiiiiiim ???
Posso ? Posso?
Não?!! Por que ?
Por favor ? Deixe-me fazer isso !!!
Eu preciso muito....
Vai.. só um soquinho!
Eu prometo nem colocar toda a minha força....
Vai ser um daqueles bem no meio do nariz!!!!
Deixa? Deixa?
Siiiiiiiiiiiiiiiiim ???
24.1.08
Amor platônico

Eu sou apenas alguém ou até mesmo ninguém.
Talvez alguém invisível que o admira a distância
sem a menor esperança de um dia tornar-me visível.
E você?
Você é o motivo do meu amanhecer,
é a minha angustia ao anoitecer.
Você é o brinquedo caro e eu a crianca pobre,
a menina solitaria que quer ter o que não pode.
Dona de um amor sublime mas culpada por quere-lo,
como quem o olha na vitrine mas jamais podera te-lo.
Eu sei de todas as suas tristezas e alegrias
mas você nada sabes
nem da minha fraqueza
nem da minha covardia.
Nem sequer que eu existo.
É como um filme banal entre o figurante e a atriz principal.
Meu papel era irrelevante para contracenar no final.
23.1.08
A insustentável leveza do ser, Milan Kundera III
"Num passado remoto, o homem deve ter ouvido com assombro o som das batidas regulares que vinham do fundo do seu peito, sem conseguir saber o que seria aquilo. Não podia identificar-se com um corpo, essa coisa tão estranha e desconhecida. O corpo era uma gaiola e dentro dela, dissimulada, estava uma coisa qualquer que olhava, que escutava, tinha medo, pensava e espantava-se; essa coisa qualquer, essa sobra que subsistia, deduzido o corpo, era a alma.
Hoje, é claro, o corpo deixou de ser um mistério, sabemos que o que bate no peito é o coração, o nariz nada mais é que a extremidade de um cano que avança para poder levar oxigênio aos pulmões. O rosto nada mais é que o painel onde terminam todos os mecanismos físicos: a digestão, a visão, a audição, a respiração, a reflexão.
Depois que o homem aprendeu a dar nome a todas as partes do seu corpo, esse corpo o inquieta menos. Atualmente, cada um de nós sabe que a alma nada mais é que a atividade da matéria cinzenta do nosso cérebro. A dualidade da alma e do corpo estava dissimulada por termos científicos; hoje, isso é um preconceito fora de moda que só nos faz rir.
Mas basta amar loucamente e ouvir o ruído dos intestinos para que a unidade da alma e do corpo, ilusão lírica da era científica, imediatamente se desfaça."
Gosto cada vez mais desse livro!
Hoje, é claro, o corpo deixou de ser um mistério, sabemos que o que bate no peito é o coração, o nariz nada mais é que a extremidade de um cano que avança para poder levar oxigênio aos pulmões. O rosto nada mais é que o painel onde terminam todos os mecanismos físicos: a digestão, a visão, a audição, a respiração, a reflexão.
Depois que o homem aprendeu a dar nome a todas as partes do seu corpo, esse corpo o inquieta menos. Atualmente, cada um de nós sabe que a alma nada mais é que a atividade da matéria cinzenta do nosso cérebro. A dualidade da alma e do corpo estava dissimulada por termos científicos; hoje, isso é um preconceito fora de moda que só nos faz rir.
Mas basta amar loucamente e ouvir o ruído dos intestinos para que a unidade da alma e do corpo, ilusão lírica da era científica, imediatamente se desfaça."
Gosto cada vez mais desse livro!
A insustentável leveza do ser, Milan Kundera II
"Mas, na verdade, será atroz o peso e belo a leveza?
O mais pesado fardo nos esmaga, nos faz dobrar sob ele, nos esmaga contra o chão. Na poesia amorosa de todos os séculos, porém, a mulher deseja receber o peso do corpo masculino. O fardo mais pesado é, portanto, ao mesmo tempo a imagem da mais intensa realização vital. Quanto mais pesado o fardo, mais próximo da terra está nossa vida, e mais ela é real e verdadeira.
Por outro lado, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve que o ar, com que ele voe, se distancie da terra, do ser terrestre, faz com que ele se torne semi-real, que seus movimentos sejam tão livres quanto insignificantes.
Então, o que escolher? O peso ou a leveza?"
O mais pesado fardo nos esmaga, nos faz dobrar sob ele, nos esmaga contra o chão. Na poesia amorosa de todos os séculos, porém, a mulher deseja receber o peso do corpo masculino. O fardo mais pesado é, portanto, ao mesmo tempo a imagem da mais intensa realização vital. Quanto mais pesado o fardo, mais próximo da terra está nossa vida, e mais ela é real e verdadeira.
Por outro lado, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve que o ar, com que ele voe, se distancie da terra, do ser terrestre, faz com que ele se torne semi-real, que seus movimentos sejam tão livres quanto insignificantes.
Então, o que escolher? O peso ou a leveza?"
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