24.4.11

Auto controle II

Às vezes eu me privo de uns prazeres simples, pequenos.
Mas são prazeres, não deixam de ser.

A forma de alcançá-los pode ser boba, mas o efeito continua sendo ótimo.


Até que depois de bastante privação, digo a mim mesma que tudo bem, já sou merecedora de desfrutar só um pouquinho.
E me esbaldo!
Mas não tanto, só o suficiente pra usufruir daquele prazer todo...

Como se o fato dele vir antes ou depois fizesse com que ele viesse de forma diferente.
Pra que tanta privação se no fim sei que vou acabar cedendo?



Pelo menos sei que sou capaz de me privar.
Então, como num ato de recompensa, eu me permito o usufruto com cautela.

Essa é a grande lição.

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