Conversei com minha mãe.
Briguei com ela.
Fui uma merda.
Sou.
Cada vez que ela falava "A" tentando me passar a mensagem "A", a minha cabeça cabeça dava voltas pensando em "B", "C", "D"....
Penso demais...
Me machuca.
Falei pra ela que é por isso que eu odeio conversar com as pessoas.
Que eu prefiro só guardar tudo pra mim por que assim eu não preciso ficar pensando mais.
Falei que as pessoas ficam tentando arrancar informações de mim que não adianta, nunca vão sair, e cada vez que isso acontece dói, porque as pessoas não sabem, mas EU tenho que pensar tudo de novo toda vez. Só eu. Só eu me machuco.
E eu sinto vontade de morrer.
E toda vez que eu "cuspir" isso na cara de alguém, eu vou ser incompreendida e vai soar como drama.
Por isso eu não falo.
Mas continuam cutucando.
Continuo querendo morrer.
"Por isso eu gosto daquele que me despreza.
Não quer saber de mim.
Ou fazer perguntas."
Pensei.
Ela perguntou se eu quero fazer terapia.
Eu disse que não.
"Caralho. Alguém tem que me fazer lembrar todo dia que eu bem que gostaria, mas não existe médico pro meu problema, droga? Eu tenho culpa de nascer assim? Aí viu... parabéns. Acabou de fazer eu me apunhalar de dentro pra fora."
Pensei.
Magoei ela.
Fui uma merda.
Sou.
Não quis mais nada.
Não tive mais vontades.
Não tive mais nada vivo aqui dentro.
Desliguei.
(...)
Chorei.
(...)
E pensar que eu cheguei tão perto de quase contar tudo pra ele...
Aquele que sabe boa parte.
Não interessa.
Ele não está mais aqui.
Eu e eu de novo...
Há 2 semanas
