7.7.14

Sem título (mais uma?)




Tanta coisa e NADA na cabeça ao mesmo tempo.
Se houvesse a chance de me desligar desse mundo só um pouquinho pra refrescar as ideias.

Pegar o ônibus 2, 3, 4, 5 vezes... quantas possíveis!

Esvaziar a mente, organizar as ideias, entender como tudo ocorreu, o que tem se passado...

(...)

Não devia ser tão difícil duas pessoas darem certo.
Cada uma só precisa se doar um pouco, tendo em vista que sempre terá a sensação de estar recebendo em dobro.
É inexplicável o prazer de conviver com quem te faz feliz, quem reafirma a pessoa que você é, quem estimula você a crescer e realizar seus sonhos.

(...)

Acho que nunca vou conseguir encontrar a fórmula matemática que esclarece tudo.

(...)

Já dizia a música
"ainda não fazem pessoas de algodão
ainda não fazem pessoas que enxuguem
suas próprias
mágoas"

(...)

Eu realmente não sei o que fazer.

3.7.14

Ápice

Um coração tão enorme que não tem coragem de desabafar o que sente por medo de fazer sofrer quem gosta dela.


Timão, saudades...

... inconsoláveis.

Só sua presença pra acalmar meu coração!



Último romance



Chega de utopia, de uma vez por todas.

Ele não vai saber a diferença entre a unha que você mais gostou de ter nas mãos e aquela que pra você é só mais uma entre todas as outras. Por mais que você quisesse que ele reparasse.
E por mais que você esperasse que ele te surpreendesse com o brinco mais baratinho da banca, tanto faz se você tem 1 ou 100 como opção.
E torço pra que você passe a considerar todas as flores da rua como um presente da natureza pra você! Que nos dias mais lindos, o vento toque seus cabelos e diga "Psiu, te ofereço essa flor pendurada no muro, jogada no chão, do canteiro da praça... porque a beleza dela me lembra a sua!".
E não perca o seu tempo tatuando na testa quais são seus assuntos preferidos achando que pelo menos assim, de vez em quando, pode ser que surja algum assunto relacionado a isto no dia-dia dele que o fará se lembrar de você, como se isso fosse despertar nele a vontade empolgada de te colocar a par disso!

Não é pelos bem materiais, menina.
Mas o homem que não consegue ter a sensibilidade de ver que você gosta de esmaltes, maquiagem, bichinhos e qualquer-outra-coisa-banal-que-toda-mulher-gosta, pode não ter a sensibilidade de, um dia, perceber que seu coração está ferido quando você precisar.

E quando você precisar de um ombro amigo apenas para te ouvir, de paciência, de alguém que compre tua briga e lute junto com você as suas batalhas, você pode acabar percebendo que na verdade só tem alguém disposto a colher os frutos da sua vitória...

Mas é claro! É tudo questão de treino, hábito, prática.
Relacionamento é vivência.
Se você não está acostumado a ceder tempo e dinheiro para o outro, quando PRECISAR de fato fazer isso, será muito mais difícil.
Desapego é algo que se aprende e pratica...
E dedicação é algo que evolui com o passar do tempo.

Porque você podia ser mais "simples".
Gostar de arte moderna, poemas obscuros, animais exóticos, ônibus espaciais, qualquer coisa do fundo do mar, você podia ser fissurada por moluscos!!!!!!!
Mas é só a porra de um esmalte de R$3,00.
Uma folha de papelaria, R$0,50.

É. Enquanto você tá aí viajando na história da música, falando mais de ecologia do que a Marina Silva, pesquisando as bebidas de maior custo-benefício acessíveis, colecionando cartas de amor e matutando as formas mais inovadoras pra surpreende-lo e faze-lo sorrir, espera! Isso tocando é Ruth Brown? (Viu? Como ficou automático pra você?)

A vida é injusta.
Pra alguns.
Enquanto isso, você continua alimentando seu acervo.
Cultural, emocional, social...
Seja rica!


E se vier o entregador de flores, ou o de pizza, tanto faz.

Da série: os diálogos que não travei #2

(...)
- Daí ele veio perguntando se eu queria morar sozinha, só porque eu recusei ajuda na hora de fazer a carne moída, é mole? hahaha
- hahahaha como assim? Só por isso? Que coisa mais sem nexo... hahaha
- Então!!! Eu fiquei sem acreditar na hora! haha
- É cada uma, né...
- Pra você ver... Ficou dizendo que quando se mora sozinho é assim: faz a carne sozinho, tudo sozinho...
- hahahaha
- Ai, ai...

Da série: os diálogos que não travei #1

- Como é morar junto com o namorado, porquê não contamos pra todo mundo, qual a reação dos meus familiares, como será que é furar alguém, qual a diferença mesmo entre lager e pilsen, os rótulos das long necks são muito mais colados que os de 600ml, ontem a noite eu comi demais, eu nunca refiz mentalmente aquele trajeto, foram km de algo muito particular, esses brincos parecem cake pop, eu tive que desmontar a tubulação da pia pra resgatar a tarraxa do meu brinco, eu passei base nos meus brincos pra ver se a alergia cessa, hoje a eliza chegou no escritório com um pote de batatas chips e isso me fez lembrar que eu estava com muuuuita vontade de comer Ruffles.

Eu vou comprar Ruffles quando sair daqui.

Impotência moral

Ter que se calar diante de tudo o que te faz mal, tudo com o que você discorda.
Noites em silêncio, tons de voz alterados, ofensas sem pedidos de desculpas, intolerância, partidas sem despedidas...

Ela já viu esse filme.
E quantas vezes!!!

O pseudo direito de contestar, sempre impugnado.
E no fim a briga, a discórdia, o pedido de desculpas feito de nariz torto.

Falta humildade, sensibilidade, sinceridade.

Mas por ora ela só pode assistir e se calar.

Não suporta mais uma vez ser chamada de chata, implicante, responsável pelo clima ruim, etc.

Então ela sucumbe ao resultado. Não dá pra chamar de consequência.
Consequência é um resultado natural.
E este não devia ser o resultado natural.
O resultado está muito errado.